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Dinheiro
04/09/2008 - 16h16

Petróleo fecha em baixa com demanda e estoques de gasolina nos EUA

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da Folha Online

O petróleo fechou em baixa nesta quinta-feira. A queda na demanda por combustível nos EUA afetou a confiança dos investidores, o que provocou vendas de contratos hoje.

O barril do petróleo cru para entrega em outubro, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), encerrou o dia cotado a US$ 107,89, em baixa de 1,33%. O preço máximo atingido pela commodity foi US$ 110,60 e o mínimo, US$ 106,52.

Segundo o relatório semanal do Departamento de Energia dos EUA, a demanda total por produtos derivados de petróleo, como gasolina e destilados, caiu 3,5% nas quatro semanas até o dia 29 de agosto, na comparação com o mesmo período de 2007.

O relatório mostrou que as reservas americanas de petróleo caíram em 1,9 milhão de barris na semana passada e ficaram em em 303,9 milhões. Já as reservas de gasolina caíram em 1 milhão de barris, para 194,4 milhões, segundo o documento, que registra a situação dos estoques na semana encerrada no último dia 29. A expectativa dos analistas era de um recuo de 1,8 milhão de barris nas reservas do combustível.

"A demanda está bastante fraca", disse à agência de notícias Reuters o analista Simon Wardell, da Global Insight. "Estamos vendo muito mais oferta e acho que isso vai ter precedência nas análises neste momento."

O mercado também se tranqüilizou com os sinais de poucos danos causados à infra-estrutura petrolífera na região do golfo do México e na costa sul dos EUA após a passagem do furacão Gustav. O departamento também informou nesta semana que liberou 250 mil barris de petróleo de sua reserva estratégica para contribuir com os esforços de normalização após a passagem do furacão.

O NHC (Centro Nacional de Furacões dos EUA, na sigla em inglês) informou que o furacão Ike atingiu a categoria 4 --em uma escala que vai de 1 a 5-- hoje, em sua passagem pelo oceano Atlântico. A tempestade tropical Hanna também cresceu --mas em grau menor--, e outra tempestade tropical em andamento, Josephine, cruzou o Atlântico atrás do Ike, mas já começa a enfraquecer.

Apesar das notícias sobre novas tempestades e furacões, o mercado ainda não apresentou sinais de preocupação com esses novos fenômenos.

Os investidores começam a se preparar para a reunião da Opep no próximo dia 9, com a expectativa de que o cartel mantenha sua cota oficial de produção em 29,67 milhões de barris diários. O governo do Irã informou que o cartel pode ter de reduzir a cota de produção em até 1,5 milhão de barris, a fim de equilibrar o mercado até o início de 2009.

Comentários dos leitores
JUAN LUIS SCHENONE (1) 05/07/2009 01h50
JUAN LUIS SCHENONE (1) 05/07/2009 01h50
Porque a Petrobras nao aproveita e compra parte da YPF?
Mais cedo ou mais tarde alguem vai ter que buscar petroleo nas aguas da Argentina e o Brasil deveria estar nesse negocio.
sem opinião
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Manoel Matos (1) 19/06/2009 20h46
Manoel Matos (1) 19/06/2009 20h46
Entendo que o marco regulatório do pré-sal é um assunto delicado, mas por outro lado não deveria haver demasiada demora. A rapidez pode gerar confiança aos investidores e parceiros no projeto.
A independência energética do nosso país no atual momento de crise é crucial para atrair novos investimentos e gerar mais empregos.
Um outro ponto fundamental é não fazer desse projeto e da Petrobras um motivo de batalha política entre partidos de oposição.
Agora é o momento de deixar de lado qualquer divergência política e pensar no Brasil.
Quanto á demora da transnordestina, penso que é fundamental apoiar a CSN no projeto; e mais uma vez pensar em nosso país. Nosso grande país do presente e do futuro.
Espero que os dirigentes e todos envolvidos possam entender a mensagem e agir com a mais boa vontade de fazer as coisas acontecerem.
4 opiniões
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sérgio dourado (188) 18/06/2009 14h03
sérgio dourado (188) 18/06/2009 14h03
O governo está com mais uma das portas de um grande destino para o Brasil. Espero que se pense no país,quando se explorar a imensa quantidade de óleo na camada pré-sal. Pois já que não temos pessoas competentes no comando do país,que pense estrategicamente seu destino,a natureza vai nos provendo dos bens materiais para se atingir o ponto mais alto no desenvolvimento sustentável. Resta-nos pessoas que pensem o petróleo,por exemplo,não somente como um produto de exportação,mas como vetor de crescimento da economia como um todo,baixando impostos que incide sobre um produto que temos autosuficiência clara,devido aos potenciais dos campos petrolíferos descobertos,e também pelas reservas de gás que a mesma Petrobras dispõe em solo brasileiro. Somos talvez o único país que pode contar com uma grande matriz energética renovável,no caso do biocombustível,ao passo que a Inglaterra dispõe de somente 4% de matriz energética renovável. No Brasil esse percentual se eleva para mais de 40%.Somos uma potência em níveis energéticos e de produção de proteína vegetal e animal. A grande capacidade do país em produzir alimentos,energia,somente pode precisar de pessoas mais qualificadas e tecnologias mais avançadas:assim o Brasil não terá o que temer. A pauta de exportação do país vai do grão de soja,ao avião.Portanto,podemos e devemos avançar mais do que os outros países,ainda mais a China,Rússia e Índia,nos parceiros e ao mesmo tempo, competidores, diretos. Chega de atos secretos e corrução.. 16 opiniões
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