Bovespa fecha em queda de 3,96% e emenda quinto dia de baixa
EPAMINONDAS NETO
da Folha Online
Atualizada às 17h50
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) não resistiu à derrocada generalizada das Bolsas de Valores mundiais, num dia em que foi mais forte o temor de uma desaceleração da economia global. Nos últimos cinco dias, a Bolsa brasileira desabou 8,82%.
Hoje, o Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, retraiu 3,96% e atingiu os 51.408 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,21 bilhões. O dólar comercial foi cotado a R$ 1,717 na venda, com acréscimo de 2,38%. A taxa de risco-país marca 259 pontos, número 2,77% mais alto na comparação com a pontuação anterior.
Algumas das ações mais importantes da Bolsa amargaram fortes quedas. A ação preferencial da Petrobras perdeu 3,52%. A ação da Vale do Rio Doce, que sozinha movimentou R$ 832 milhões, caiu 3,11%. A ação da BM&F-Bovespa despencou 11,34%.
Há semanas o mercado via com receio os números desanimadores da União Européia, mas ontem o nervosismo dos investidores aumentou, com a notícia de uma contração do PIB do bloco de países no segundo trimestre. Hoje, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, admitiu o enfraquecimento da economia local e reviu para baixo as projeções de crescimento da região para este ano.
Na Europa, a Bolsa de Londres caiu 2,50%, enquanto o mercado de Paris cedeu 3,21% e Frankfurt registrou perda de 2,86%. Em Nova York, a Bolsa local sofreu baixa de 2,99%, um decréscimo pouco visto em Wall Street.
Acompanhando o desabamento das ações, as commodities também recuaram, a exemplo do petróleo: o barril desceu para US$ 107,89, em baixa de 1,33%, com a notícia de uma demanda mais fraca por combustível nos EUA.
Perspectivas
Para analistas que se guiam por gráficos para monitorar os movimentos da Bolsa, as quedas não páram por aqui. O índice Ibovespa pode chegar aos 50 mil pontos, e desse ponto para os 48 mil, caso o noticiário continue negativo.
Há, no entanto, ponderações a fazer para um cenário mais pessimista. "As commodities já chegaram num ponto em que os preços não têm espaço nem para subir muito mais nem cair muito mais. Mesmo com essa perspectiva de que a economia mundial cresça menos, a tendência é de que o mercado continue demandando matérias-primas, o que tende a estabilizar os preços", comenta Daniel Gorayeb, especialista da corretora Spinelli.
Gorayeb pondera que, ainda que a Bolsa brasileira sofra um pouco, as quedas dos preços de commodities podem ajudar a economia mundial, já que tira a pressão sobre a inflação global e permite um alívio para as políticas monetárias.
BCE
Entre as principais notícias do dia, o BCE (Banco Central Europeu) decidiu manter inalterada a taxa de juros na zona do euro em 4,25%, em linha com as expectativas do mercado financeiro. O presidente do banco central, Jean-Claude Trichet, deu declarações duras sobre a economia da região, admitindo a fraqueza do nível de atividade na zona do euro.
A autoridade monetária também revisou para baixo as projeções de crescimento para 2008: de 1,8% para 1,4%. Para 2009, no entanto, a estimativa foi ajustada de 1,5% para 1,7%.
Mercado de trabalho nos EUA
Os EUA, por sua vez, não entregaram notícias melhores, principalmente no tocante ao mercado de trabalho. O Departamento de Trabalho informou que a demanda pelos benefícios do auxílio-desemprego aumentou nas duas últimas semanas, totalizando 444 mil solicitações. O mercado financeiro estimava um total de 430 mil pedidos.
O mesmo órgão comunicou que a produtividade do trabalhador americano melhorou no segundo trimestre, crescendo 4,3% ante a estimativa inicial de 2,2% e das projeções de 3,9% de economistas do mercado financeiro. O custo da mão-de-obra teve retração de 0,5% no segundo trimestre, maior do que o esperado por bancos e corretoras, que apostavam em uma redução de 0,3%.
A melhora na produtividade é um alívio modesto num dia repleto de notícias negativas. Já a consultoria americana de recursos humanos ADP Employer Services contabilizou a perda de 33 mil empregos em agosto, devido aos cortes efetuados no setor manufatureiro.
No front doméstico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que a produção industrial subiu em dez das 14 regiões pesquisadas em julho na comparação com o mês anterior. Na média nacional, a indústria apresentou alta de 1% na mesma base de comparação.


avalie fechar
A redução da desigualdade NUNCA havia sido feita por governo nenhum do país! (eu digo isso com muita tristeza).
O documentário feito pela BBC- MUIT ALÉM DO CIDADÃO KANE (disponível no youtube) - feito pela Inglaterra revela esta desigualdade social. O curioso é que ainda revela outras situações importantes que só dá pra discutir quem já assistiu (como o interesse da REDE GLOBO de influenciar nas eleições sempre para o lado que mais interessa à emissora e não a sociedade).
avalie fechar
Porém, a quantidade é inversamente proporcional à qualidade.
Foram gerados inumeros empregos, obras do PAC, inclusão social através do bolsa familia, aumento de universitários, porém, tudo de baixa qualidade.
E o que era de qualidade razoável, está ficando ruim tambem.
Do ponto de vista em nivelar "por baixo" , realmente o Brasil esta indo bem.
[]s
Eduardo.
avalie fechar