Bolsas asiáticas caem com perdas em NY após dados econômicos fracos
da Folha Online
As Bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta sexta-feira, afetadas pelas fortes quedas registradas ontem nas Bolsas em Wall Street. Os dados sobre vendas de redes varejistas em agosto nos EUA reforçaram os sinais de que do consumo dos americanos está em declínio, o que prejudica as exportações das empresas asiáticas.
A Bolsa de Xangai fechou em queda de 3,3%, ficando com 2.202,45 pontos no índice Shanghai Composite, menor resultado desde dezembro de 2006; já a Bolsa de Shenzhen caiu 3,7%, para 608,18 pontos no índice Shenzhen Composite.
As ações da PetroChina caíram 4,2%. Também tiveram perdas as ações da Sinopec (-1,59%); China Vanke (-6,4%); Poly Real Estate (-6,6%); Industrial & Commercial Bank of China (-2,8%); China Construction Bank (-2,95%); Zhongjin Gold (-5,8%); Jiangxi Copper (-6%); e Chinalco (-4,3%).
A Bolsa de Tóquio teve queda de 2,75%, fechando com 12.212,23 pontos no índice Nikkei 225. A Bolsa de Hong Kong caiu 3,1%, fechando com 19.752,65 pontos no índice Hang Seng --primeiro fechamento abaixo de 20 mil pontos em mais de um ano. As Bolsas de Mumbai (Índia), Cingapura e Sydney (Austrália) caíram mais de 2% hoje.
"As quedas contínuas recentes causaram pânico", disse à agência de notícias Associated Press (AP) o estrategista Zhu Kangping, da Shenyin Wanguo Securities. "Os investidores se sentem sem esperanças quanto ao mercado."
Ontem, o Dow Jones Industrial Average, principal indicador da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês), recuou 2,99%, enquanto o ampliado S&P 500 perdeu 2,99%. Na Bolsa tecnológica Nasdaq, o indicador Nasdaq Composite teve baixa de 3,2%.
O principal motivo para o mau humor foi a divulgação de uma queda de 15 mil pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA, totalizando 444 mil solicitações iniciais do benefício na semana encerrada no dia 30 de agosto. A expectativa dos analistas era de que os pedidos tivesse caído para 420 mil.
Também desanimaram os investidores as quedas nas vendas das redes varejistas Abercrombie & Fitch (-11%), Pacific Sunwear (-6%), Saks (-5,9%) e Nordstrom (-7,9%), entre outras --que ofuscaram o crescimento de 3% nas vendas do Wal-Mart. Os resultados sinalizam um terceiro trimestre de ritmo fraco da economia --uma vez que o consumo responde por cerca de 70% de toda a atividade econômica dos EUA.
No Japão, caíram as ações da Toyota Motor (-2,5%); Nissan Motor (-3,6%); e Sony (-4,2%), com o recall de 73 mil notebooks da linha Vaio devido a relatos de aquecimento excessivo da máquina.
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