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Dinheiro
05/09/2008 - 10h52

Inflação acumulada em 12 meses tem primeira queda no ano, aponta IBGE

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) nos últimos 12 meses registrou em agosto a primeira queda do ano. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de setembro do ano passado a agosto deste ano, a taxa acumula alta de 6,17%, abaixo dos 6,37% identificados nos 12 meses imediatamente anteriores

Apesar da desaceleração, a coordenadora do IPCA, Eulina dos Santos, acha que ainda é prematuro avaliar que tal tendência será mantida daqui para frente. A economista disse que apesar de o preço dos alimentos, principal item de influência na inflação, estarem em queda há dois meses, ainda não há um fator determinante para a manutenção desse cenário.

"Houve uma queda generalizada, em função das commodities agrícolas no mercado internacional. Houve boas notícias que influenciaram a queda, como a informação de que não haverá problemas climáticos nos Estados Unidos. Não dá para garantir que essa queda será contínua", afirmou.

Eulina ressaltou que, apesar de os preços dos alimentos estarem em queda, o consumidor ainda não sente esses efeitos no bolso. A forte alta verificada no primeiro semestre ainda não foi recuperada, ou seja, os alimentos estão em patamar mais elevado.

"Os alimentos estão menos caros. O consumidor continua pagando mais caro por produtos importantes, como a carne", observou a economista.

Em agosto, os produtos alimentícios tiveram deflação de 0,18%. Foi a primeira variação negativa desde junho de 2006, quando a queda chegara a 0,61%. No ano, os alimentos acumulam alta de 9,58%, acima dos 6,73% constatados de janeiro a agosto de 2007. Nos últimos 12 meses, a alta chega a 13,74%, abaixo dos 15,54% verificados nos 12 meses terminados em julho.

Alguns produtos que vinham em alta no ano caíram em agosto, como o pão francês (-0,11%), o arroz (-1,59%) e o feijão preto (-1,96%). No acumulado do ano, no entanto, tem alta expressiva. O pão francês aumentou 20,69%; o arroz subiu 35,31%, e o feijão preto tem inflação de 62,97%, de janeiro a agosto.

Ao mesmo tempo, produtos como o frango (3,61%) e as carnes (0,56%) tiveram alta em agosto, ainda que em menor intensidade. No acumulado do ano, as carnes subiram 15,58% e o frango tem inflação de 5,92%.

Os custos de produtos não-alimentícios foram influenciados pela alta de itens ligados à habitação, que no geral aumentou 0,77% e à educação, cuja alta ficou em 0,42%. No caso da habitação, a influência principal veio de reajustes na telefonia, de água e esgoto e de energia elétrica. Já em relação à educação, pesaram os aumentos em cursos de idioma.

Nas regiões pesquisadas, houve queda de 0,22% na inflação verificada em Curitiba. A maior alta foi observada em Belém (0,79%), que acumula também a maior alta no ano (6,01%). No Rio de Janeiro, a inflação em agosto chegou a 0,45% (4,36% no ano); em São Paulo, houve elevação de 0,37%, com acúmulo de 4,47% de janeiro a agosto.

IPCA no mês

O IPCA desacelerou para 0,28% em agosto. Em julho, o índice já havia registrado retração, ficando em 0,53%, ante 0,74% no mês anterior. Trata-se da menor taxa desde setembro de 2007 (0,18%). A principal causa apontada pelo IBGE foi a queda dos preços dos alimentos, que tiveram variação negativa de 0,18%%, ante alta de 1,05% verificada em julho. No ano, a inflação acumula alta de 4,48% --no mesmo período em 2007, havia crescido 2,80%.

O IPCA é o índice de preços utilizado pelo governo para o regime de metas de inflação, estipulado pelo Banco Central. A meta para este ano e o próximo é 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais.

Comentários dos leitores
celso assis (83) 10/12/2009 08h29
celso assis (83) 10/12/2009 08h29
Alguma coisa está errada, pois o indice indica diminuição dos alugueis, e na pratica eles estão subindo.
Depois os proprietarios reclamam qdo propões-se aumento no IPTU. Ora se os preços dos imóveis subiram é lógico que o Imposto tb suba, pois ele é uma porcentagem sobre o valor venal ou não.
sem opinião
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José Alberto (230) 04/12/2009 11h03
José Alberto (230) 04/12/2009 11h03
Com certeza essa inflação mentirosa do governo lulala não coloca em seus calculos o que pagamos em comida, gasolina, aluguel, algumas mordomias que são obrigações do governo nos dar como saude digna,desenvolvimento, e o recuso dessa classe que nos rouba a de politicos e juizes que não lhe são cobrados IR e quando pagam são irrisórios ou pela metade, e os rombos feitos pelo bndes em nossa economia, o governo declara ajuda a bancos no IR e será que coloca isso como divida ativa, duvido, e se colocar o povo é que paga, e por que será que muitos orgãos não pagam IR, ex: sindicatos, igrejas, pac com obras super faturadas, bolsa miseria,mst, ongs principalmente as estrangeiras, então se somar tudo isso com certeza nossa inflação beira ai os 50% ano e lulala e sua equipe quer nos convencer que ´só 5%, então por que o banco central com o manteiga junto não baixa os juros do copom para 5% tb, e por que será que bancos brasileiros mantem um taxa de juros a mais alta do mundo pois não adianta nos comparar com paises mais podres do que o nosso e sim cuidar do nosso o que os governantes não fazem e nos mantem na miseria ..... 1 opinião
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Alziro Ribeiro da Silva (54) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (54) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. 2 opiniões
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