Jobim confirma construção de aeroporto de SP por iniciativa privada
ANDRÉ ZAHAR
Colaboração para a Folha Online, no Rio
Atualizada às 13h26
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta sexta-feira que o governo, além de privatizar os aeroportos do Galeão e Viracopos, também prevê a construção de um novo aeroporto em São Paulo, já sob regime de concessão privada.
Jobim esclareceu que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) coordena tanto os estudos para a concessão de Viracopos (Campinas) e do Aeroporto Tom Jobim (o Galeão, no Rio de Janeiro), quanto os planos para o novo aeroporto em São Paulo.
Também hoje, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que o banco poderá financiar possíveis concessionárias dos aeroportos. Ele estimou o término dos estudos de privatização dos aeroportos para o primeiro trimestre de 2009.
"Já começamos os estudos, mas o que é fundamental mesmo na concessão dos aeroportos é o edital. Esperamos que no ano que vem a gente já tenha condições de lançar o edital e estar com esse assunto resolvido", afirmou o ministro, sem detalhar se o edital tem lançamento previsto para o primeiro ou segundo semestre de 2009.
"Não é um edital comum. É um edital que prevê uma série de situações que corresponde à natureza da prestação do serviço. A importância dessa linha de conduta que o presidente determinou é que poderemos dimensionar inclusive a Infraero vis-à-vis uma operação privada e aí teremos uma noção dos ajustamentos necessários", acrescentou.
O ministro ainda afirmou que Galeão e Viracopos são os primeiros a serem privatizados por conta dos planos de sediar as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016, bem como para desafogar o tráfego aéreo nos aeroportos paulistas de Congonhas e Guarulhos.
"Foi uma decisão do presidente Lula tendo em vista as urgências do Galeão quanto à possibilidade do Rio de Janeiro sediar as Olimpíadas. Com isso poderemos assegurar uma nota melhor no aspecto aeroportos", afirmou o ministro.
Congonhas
O ministro também comentou o acidente de anteontem à tarde em Congonhas, quando um bimotor derrapou na pista enquanto tentava abortar uma decolagem. A aeronave somente não caiu sobre a avenida Washington Luís porque foi contida por um muro de concreto.
"Vamos estudar em Congonhas as condições suplementares para evitar o tipo de ocorrência de anteontem. Não sei se será rede, cimento mole. Determinei à Infraero, à Anac [Agência Nacional de Aviação Civil], e ao controle de espaço aéreo [examinar] quais são as condições de melhorias de elementos de segurança em Congonhas", afirmou.
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