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Dinheiro
05/09/2008 - 13h53

Bancos, Nokia e empregos nos EUA derrubam Bolsas européias

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da Folha Online

As Bolsas européias fecharam em baixa nesta sexta-feira, puxadas para baixo pelos dados desapontadores sobre o mercado de trabalho nos EUA. As ações dos bancos e da fabricante de telefones celulares Nokia estiveram entre as que mais caíram hoje.

A Bolsa de Londres caiu 2,26%, para 5.240,70 pontos; a Bolsa de Frankfurt caiu 2,42%, para 6.127,44 pontos; a Bolsa de Paris perdeu 2,49%, fechando com 4.196,66 pontos; a Bolsa de Milão teve baixa de 2,28%, fechando com 21.241 pontos; a Bolsa de Amsterdã perdeu 2%, indo para 389,22 pontos; e a Bolsa de Zurique caiu 1,53%, para 6.9,76,59 pontos.

O Departamento do Trabalho dos EUA informou hoje que a economia americana perdeu 84 mil postos de trabalho em agosto, enquanto a taxa de desemprego subiu para 6,1%, maior desde setembro de 2003. Os dados foram recebidos como o sinal mais recente do efeito da desaceleração da economia americana sobre os empregos no país.

O número de pessoas desempregadas no país subiu em 592 mil, para 9,4 milhões no mês passado. Nos últimos 12 meses, o número de pessoas desempregadas no país aumentou em 2,2 milhões e a taxa de desemprego cresceu em 1,4 ponto percentual, com os maiores avanços registrados nos últimos quatro meses.

Com o cenário negativo sobre os empregos, a expectativa dos analistas é de que o consumo nos EUA venha a cair, o que pode deixar o ritmo da economia ainda mais lento. O consumo menor nos EUA afeta não apenas as empresas americanas como as de outros países --que têm nos EUA um dos principais destinos de suas exportações.

No mercado financeiro europeu, as ações do banco britânico Barclays caíram 3,5% e as do UBS, 4,4%. A ações da Nokia, por sua vez, caíram 11%, depois que a empresa cortou suas perspectivas sobre o mercado no terceiro trimestre. Segundo a empresa, o mercado de telefones celulares deve sofrer o impacto da queda da confiança dos consumidores na economia. No setor de mineração, as ações da BHP Billiton caíram 3,2% com a nova queda nos preços do cobre.

 

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