Dinheiro
05/09/2008 - 16h15

Dólar fecha a R$ 1,72 e sobe 5,4% na semana; Bovespa recua 0,21%

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da Folha Online

O dólar comercial foi cotado a R$ 1,720 na venda, o que significa um acréscimo de 0,17% sobre a taxa de ontem. O preço da moeda americana ainda ronda os seus maiores patamares desde abril deste ano, pressionado pelo aumento da aversão ao risco pelos investidores. Somente nesta semana, a cotação valorizou 5,39%. No ano, porém, a taxa de câmbio tem desvalorização de 3,21%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) reduz o ritmo de baixa e cede 0,21% às 16h13, alcançando os 51.329 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,11 bilhões.

Num momento de pessimismo sobre as perspectivas de crescimento da economia global, investidores sacam recursos dos mercados de países emergentes para alocar em ativos de renda fixa americanos. Esse movimento fortalece o dólar frente às demais moedas, incluindo o real brasileiro. No mercado internacional, o euro foi negociado a US$ 1,42 ante US$ 1,43 na jornada de ontem.

E entre ontem e hoje, os investidores acumularam motivos para temer as perspectivas tanto da economia européia quanto americana. Ontem, o BCE (Banco Central Europeu) revisou para baixo as projeções de crescimento da União Européia. Hoje, o governo dos EUA revelou que houve uma destruição de postos de trabalho ainda pior do que o previsto por economistas do setor financeiro.

Juros futuros

O mercado futuro de juros, que serve de referência para as tesourarias dos bancos, rebaixou suas projeções para 2010 e 2011. O Copom (Comitê de Política Monetária do BC) volta a se reunir na semana que vem para definir o novo patamar da taxa básica de juros, hoje em 13%. Boa parte dos economistas do setor financeira conta com um ajuste para 13,75%.

Hoje, o resultado do IPCA confirmou uma desaceleração no reajuste dos preços. O índice teve variação de 0,28% em agosto, ante projeções de 0,30% e 0,32%. Nos 12 meses, no entanto, o IPCA acumula alta de 6,17%, acima do centro da meta para este ano (4,5%).

No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 13,92% ao ano para 13,96%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada retraiu de 14,82% para 14,73%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada cedeu de 14,55% para 14,40%.

Comentários dos leitores
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
4 opiniões
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JOSE MOTTA (51) 26/11/2009 15h17
JOSE MOTTA (51) 26/11/2009 15h17
O SALARIO NO BRASIL É REALMENTE BAIXO, PORÉM INCIDE MUITO ENCARGOS QUE ENCARECEM ESSES SALARIOS PARA AS EMPRESAS, POR EXEMPLO, PORQUE PAGAR PLANO DE SAÚDE SAÚDE PARA OS FUNCIONÁRIO TEMOS O "SUS".? AGORA NÃO É O MAIS BAIXO DO MUNDO. AGÚEM JÁ PROCUROU SABER QUANTO GANHA UM TRABALHAR CHINÊS, CONSIDERADA E SEGUNDFA ECONOMIA MUNDIAL? sem opinião
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Cristiano Garcia (373) 26/11/2009 14h56
Cristiano Garcia (373) 26/11/2009 14h56
Ora, ora, o banco americano Goldman Sachs que não conseguiu prever a crise economica que acometeu e quase levou na enxurrada de falencias a propria instituição, continua a tecer opiniões sobre a economia alheia. Agora quer prejudicar a economia brasileira com essas afirmações que tendem a criar um recuo ou tensão no dinheiro que vem sendo investido no Brasil.
Esses safados que não previram a crise global, deveriam ficar de boca fechada.
sem opinião
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