BBVA quer crescer nos EUA e China após expansão pela América Latina
da Efe, na Cidade do México
O presidente do BBVA, Francisco González, expressou sua intenção de que o banco espanhol cresça nos Estados Unidos e na China, após a expansão nos últimos anos pela América Latina, principalmente pelo México.
Em entrevista publicada neste domingo pelo jornal espanhol "ABC", González lembra que o crescimento do BBVA no México foi "a colocação estratégica externa mais importante do banco".
A entidade financeira "tem uma posição proeminente na Espanha, no México e no resto da região ibero-americana", e nos últimos anos conseguiu uma plataforma "importante" nos EUA, onde está a ponto de fundir sob uma mesma marca --o BBVA Compass-- os quatro bancos que controla e que "em 2010 já dará um lucro de US$ 1,5 bilhão."
Um dos eixos de atuação agora é se estender na China, onde a colocação é a mais longo prazo.
"Vamos duplicar nossa participação no (grupo financeiro chinês) Citic até 10% e em sua filial em Hong-Kong até 30%", disse González.
O presidente do BBVA acrescenta que, desse modo, o banco espanhol se transformará no maior acionista privado do Citic, depois do Estado chinês.
Entre os planos de atuação do banco espanhol não está a entrada no capital de empresas industriais, porque defende a idéia de que a entidade "se tem que buscar criar valor em seu próprio negócio", embora possua uma cota na Telefónica, "porque a consideramos um grande investimento".

