Dinheiro
12/09/2008 - 15h32

Petróleo cai a menos de US$ 100 pela primeira vez desde março

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da Folha Online

O preço do petróleo chegou a ficar ligeiramente abaixo dos US$ 100 nesta sexta-feira, o que não acontecia desde março deste ano. Isso mesmo depois do corte da cota da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), com a aproximação do furacão Ike e com as recentes tensões entre EUA e Venezuela.

Às 15h13 (em Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em outubro, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), estava cotado a US$ 100,14 (baixa de 0,72%). Pouco antes, no entanto, o barril chegou a US$ 99,99. O preço máximo do barril atingido até o horário foi US$ 102,89.

Pela manhã, o preço chegou a subir, depois de ter fechado ontem pouco acima dos US$ 100, devido à tensão quanto à passagem do furacão Ike e as ameaças do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de suspender o fornecimento de combustível aos Estados Unidos, seu principal comprador.

Mesmo assim, prevalece a perspectiva de uma queda na demanda nos EUA, que passam por um momento de desaceleração econômica. Na quarta-feira (10), a IEA (Agência Internacional de Energia) diminuiu as previsões de demanda mundial para 2008 e 2009 em 86,8 milhões de barris diários e 87,6 milhões de barris diários respectivamente.

Desde 11 de julho, quando o petróleo alcançou o preço recorde, aos US$ 147,27, o barril caiu mais de 30%, em um contexto de queda da demanda pela desaceleração econômica mundial.

A Opep, por outro lado, anunciou --também na quarta-feira (10)-- o corte de 520 mil barris diários de sua produção real de petróleo para "eliminar o enorme excesso de produção para evitar uma redução brutal dos preços". O corte, até o momento, não causou efeitos sobre os preços, no entanto.

O furacão Ike, no entanto, cuja passagem e efeitos vêm sendo acompanhada pelos investidores e analistas, voltou a pressionar a cotação após determinar o fechamento de instalações no golfo do México.

Comentários dos leitores
Louis Fod (292) 06/11/2009 11h43
Louis Fod (292) 06/11/2009 11h43
Pre-sal é pre-eleitoral, masi uma propaganda enganosa.
Somente a nossa gasolina e o nosso jet fuel são de baixa qualidade. A gasolina tem muito álcool e tem muito enxofre. A querosene muito enxofre. Adulteram mais a gasolina do que o álcool... muito dessa percepção vem da capital de SP, solvente é adicionado. Enxofre reage com vapor de água e forma acido sulfúrico. O solvente degrada a borracha e forma acumulo nas velas de ignição... ou bicos injetores.
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O Pacificador (44) 06/11/2009 10h36
O Pacificador (44) 06/11/2009 10h36
"Brasil não sucumbirá à "maldição do petróleo", diz Lula..."
Nesse ponto, concordo com ele.
O Brasil, não chegará a este ponto...
Antes disso, se nada for feito, o Brasil sucumbirá á corrupção, e aos políticos inúteis que dia a dia acabam com todos os patrimônios nacionais.
Portanto, temos antes outras "maldições" maiores para nos preocuparmos.
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Carlos Pereira (2) 06/11/2009 08h10
Carlos Pereira (2) 06/11/2009 08h10
FALSO PARADIGMA! O modelo desenvolvimentista decadente e insustentável dos motores à explosão são uma herança do século 19 (1824), não faltam novas tecnologias. O que falta é uma revolução / transformação da sociedade que está direcionada por muitos falsos paradigmas, mentiras mesmo!, que são utilizadas para manipular a grande massa da população em benefício de uma minoria que detém a riqueza e esconde tecnologias, evita o progresso de projetos enriquecedores para a humanidade. Tudo por dinheiro!
A questão é : vamos detonar tudo por dinheiro?
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