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Dinheiro
14/09/2008 - 12h41

Instituições financeiras voltam a se reunir para discutir Lehman Brothers

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da Reuters, em Washington
da Efe, em Washington

Autoridades econômicas dos Estados Unidos e representantes de algumas das principais instituições financeiras retomaram neste domingo a reunião sobre o futuro do banco de investimento Lehman Brothers. O objetivo é evitar que a crise na instituição contamine os mercados financeiros com ativos muito baratos.

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Da série de encontros participam, entre outros, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, o diretor-executivo da Morgan Stanley, John Mack, o presidente do Federal Reserve de Nova York, Timothy Geithner, o presidente-executivo do Citigroup, Vikram Pandit, e Steve Black, que é co-presidente-executivo do JPMorgan Chase.

O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, não participa pessoalmente, mas acompanha o desenvolvimento das conversas de perto.

As informações sobre os bastidores das conversas são diferentes. O site do "Wall Street Journal" afirma que o Barclays estaria na liderança para levar o banco, mas que o negócio dependia de apoio do governo. Já o "Sunday Express" afirmou que Bank of America, Barclays e Goldman Sachs poderiam dividir o Lehman, e o Barclays assumiria o braço de asset management.

O objetivo dos encontros é tentar decidir algum modo de resgatar o banco de investimento, o quarto no país e que há dois dias apresentou um plano de reestruturação para enfrentar as perdas ocasionadas pelo mal estado do mercado imobiliário --o banco também previu um prejuízo de US$ 3,9 bilhões no terceiro trimestre.

Na reunião da sexta-feira o Fed pediu aos representantes bancários que apresentassem propostas para solucionar a crise do Lehman Brothers que não implicasse a intervenção financeira do governo, conforme publicou a imprensa americana.

Segundo afirma o "Wall Street Journal", os bancos examinam duas possíveis soluções, ou a liquidação ou uma iniciativa na qual as entidades bancárias forneceriam financiamento para que o Lehman se desfizesse de seus ativos imobiliários problemáticos.

Paulson deixou claro que não cabe esperar uma intervenção do governo similar à sucedida na semana passada, quando assumiu o controle das hipotecárias semipúblicas Freddie Mac e Fannie Mae, ou quando emitiu um conjunto de medidas para o resgate do banco Bear Stearns em março.

 

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