Barclays abandona negociações pelo banco americano Lehman Brothers
da Reuters, em Washington
com Efe e France Presse
O banco britânico Barclays, que aparecia como o mais bem posicionado para comprar o banco norte-americano de investimentos Lehman Brothers, abandonou as negociações neste domingo, o que aumenta a possibilidade de uma liquidação, informa o site do jornal "New York Times".
Entenda a crise que atinge a economia dos EUA
O banco britânico considerou que adquirir o centenário Lehman seria impossível sem uma ajuda dos poderes públicos comparável à que foi decidida em março para o JPMorgan Chase, na compra do Bear Stearns --outro banco também em dificuldades nos EUA por conta da crise de crédito que atinge a maior economia do planeta.
O "Wall Street Journal", por sua vez, afirma --citando fontes próximas à negociação-- que a situação está sendo contornada, sendo possível até mesmo que na abertura dos mercados amanhã, o próprio Barclays ou outro comprador "apareça para reverter o quadro" de preocupação.
Mais cedo, o "Sunday Express" afirmou que Bank of America, Barclays e Goldman Sachs poderiam dividir o Lehman, e o Barclays assumiria o braço de asset management.
Autoridades econômicas dos Estados Unidos e representantes de algumas das principais instituições financeiras retomaram neste domingo a reunião sobre o futuro do banco de investimento. O objetivo é evitar que a crise na instituição contamine os mercados financeiros com ativos muito baratos.
Da série de encontros participam, entre outros, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, o diretor-executivo da Morgan Stanley, John Mack, o presidente do Federal Reserve de Nova York, Timothy Geithner, o presidente-executivo do Citigroup, Vikram Pandit, e Steve Black, que é co-presidente-executivo do JPMorgan Chase.
O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, não participa pessoalmente, mas acompanha o desenvolvimento das conversas de perto.
O objetivo dos encontros é tentar decidir algum modo de resgatar o banco de investimento, o quarto no país e que há dois dias apresentou um plano de reestruturação para enfrentar as perdas ocasionadas pelo mau estado do mercado imobiliário --o banco também previu um prejuízo de US$ 3,9 bilhões no terceiro trimestre.
Na reunião da sexta-feira o Fed pediu aos representantes bancários que apresentassem propostas para solucionar a crise do Lehman Brothers que não implicasse a intervenção financeira do governo, conforme publicou a imprensa americana.
Paulson já deixou claro que não cabe esperar uma intervenção do governo similar à sucedida na semana passada, quando assumiu o controle das hipotecárias semipúblicas Freddie Mac e Fannie Mae, ou quando emitiu um conjunto de medidas para o resgate do banco Bear Stearns em março.
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