Fed anuncia acesso facilitado a créditos emergenciais para bancos em crise
da France Presse, em Washington
O Federal Reserve (Fed, banco central americano) anunciou neste domingo novas medidas para facilitar o acesso a créditos emergenciais para instituições financeiras em dificuldades, ampliando as garantias dos empréstimos concedidos a bancos centrais.
A medida, estranhamente anunciada num domingo, chega em meio ao esforço dos mercados financeiros para sobreviver diante da quebra iminente do Lehman Brothers, um dos maiores gigantes de Wall Street, cujo colapso pode ter conseqüências devastadoras sobre o sistema financeiro.
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"Trabalhando com a cooperação do Tesouro e da SEC (Securities and Exchange Commission, a CVM americana), discutimos com participantes do mercado, inclusive durante o final de semana, buscando identificar potenciais vulnerabilidades do mercado diante da possibilidade de liquidação de uma grande instituição financeira e considerando apropriadamente as respostas dos setores público e privado", disse o presidente do Fed, Ben Bernanke.
"As medidas que anunciamos hoje, junto com o comprometimento significativo do setor privado, têm o objetivo de mitigar potenciais riscos e rupturas nos mercados".
Crise
Neste domingo, quem também apareceu para comentar sobre a crise financeira americana foi o ex-presidente do Fed Alan Greenspan. Segundo ele, essa é a pior crise dos últimos 50 anos, e provavelmente do último século, e ainda está longe de terminar.
"Devemos reconhecer que isso (a crise) é um evento que acontece uma vez a cada meio século", explicou Greenspan no programa "This Week", da rede de televisão ABC.
"Não há nenhuma dúvida de que isso está perto de superar tudo o que já vimos, e ainda está longe de se resolver, ainda deve durar algum tempo", alertou Greenspan, que durante 19 anos (até 2006) trabalhou à frente do banco central americano.
Greenspan estimou ainda que o governo federal "não pode estender uma rede de segurança debaixo de todas as instituições financeiras que quebrarem", destacando que os atuais esforços das autoridades para salvar o Lehman Brothers devem se limitar na busca por uma solução sem recorrer ao Tesouro.
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