Dinheiro
15/09/2008 - 11h11

Brasil está preparado para prolongamento da crise nos EUA, diz Mantega

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FERNANDO ANTUNES
colaboração para a Folha Online

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que o agravamento da crise financeira nos Estados Unidos não vai interromper o ciclo de crescimento do Brasil. Segundo Mantega, é normal que o mercado esteja nervoso nesta segunda-feira e nos próximos dias. Mesmo assim, a tensão não deve comprometer a economia brasileira.

Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA

O sistema financeiro mundial foi abalado com a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, o quarto maior do setor nos EUA, que pediu proteção sob o "Capítulo 11", o capítulo da legislação americana que regulamenta as falências e concordatas, além da venda do Merrill Lynch ao Bank of America e o pedido da seguradora AIG ao Federal Reserve (Fed, o BC americano) de um empréstimo de US$ 40 bilhões.

"O problema é lá, não aqui. Nós já estamos em uma crise financeira que dura mais de um ano." O ministro disse considerar a atual crise americana "bastante séria" e diz que não há como prever o quanto ainda vai durar. "Haverá uma retração da economia mundial", disse Mantega, que afirmou ainda não saber como se comportarão as economias emergentes.

O ministro disse que o governo está monitorando o impacto da crise no Brasil, e se for necessário, medidas fiscais serão tomadas.

Com relação à desvalorização da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que abriu em queda de mais de 5%, Mantega afirmou que do mesmo jeito que as ações caem, elas sobem depois. "Se tem um lugar que as empresas ainda podem ganhar dinheiro, é no Brasil."

Mantega avaliou ainda que as instituições bancárias brasileiras não devem ser contaminadas pela crise nos EUA, uma vez que ela está restrita aos bancos envolvidos com a crise dos "subprime", que financia hipotecas de alto risco para pessoas com histórico de inadimplência. A crise financeira dos EUA teve seu estopim nesse tipo de crédito.

Comentários dos leitores
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Há uma alerta hj vindo da OMC sobre os 30 paises mais ricos empatarem seus PIBs com o valor de sua dívida interna. Há risco de alguns Países virem a quebrar como já aconteceu com a Argentina e mesmo que iso não acontece fica a pergunta se diante disso esses países terão condição de se auto-financiar. Parece que a nova onda de incertezas começa a se formar. Asim como um alerta de tsunami, pode ser que surja jum, pode ser que não.
Fato é que existe no mercado uma euforia fora de propósito. Aqui no Brasil, hoje uma maioria, acha que estamos nadando de braçada.O Brasil não é uma ilha isolada no mundo da prosperidade....cuidado gente....muito cuidado.
A luz no fim do túnel pode significar que a locomotiva está vindo pra cima.
sem opinião
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celso assis (66) 26/11/2009 09h01
celso assis (66) 26/11/2009 09h01
Prezado Luiz Velosa
Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
2 opiniões
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Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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