Após Lehman, investidor deve aumentar aversão ao risco, dizem analistas
EPAMINONDAS NETO
da Folha Online
O Brasil não tem ligação com a crise dos "subprimes" (hipotecas de segunda linha) americana, nem o anúncio da concordata do Lehman Brothers afeta o país diretamente, mas o mercado doméstico é atingido da mesma forma, devido ao aumento da aversão a risco pelos grandes investidores globais, avaliaram analistas, nesta segunda-feira.
"Por aqui, o mercado vai ser afetado porque aumenta a aversão [do investidor global] a qualquer ativo que tenha um risco maior que o papel do Tesouro Americano. Quer dizer, nesse processo, sofrem as commodities, que já estão caindo, e as ações de mercados emergentes", avalia o economista do banco Real, Cristiano Souza.
Economistas do setor financeiro ressaltam que, apesar uma relativa "trégua" no último mês, a crise dos créditos "subprimes" ainda não mostrou todos os seus desdobramentos. "Calcula-se no mercado que entre 50% e 60% das perdas estimadas [com os créditos "subprime"] já foram admitidas pelos bancos. Quer dizer, tem muita coisa ainda por acontecer", estima Souza.
Para piorar o cenário, o mercado não espera que a economia real forneça as notícias positivas que o setor financeiro recusa. Economistas contam com um enfraquecimento do nível de atividade dos EUA no terceiro e quarto trimestre, passado o efeito dos benefícios fiscais concedidos pelo governo George W. Bush no início deste ano.
Também há expectativas limitadas sobre a ação do governo americano para debelar a crise e se torna mais claro que a solução está além do alcance do Federal Reserve --que já injetou quase US$ 1 trilhão desde 2007 no sistema bancário- ou do Tesouro americano, que interferiu nas gigantes do setor hipotecário Fannie e Freddie Mac.
O mercado, no entanto, não deixa de contar com o Fed (o banco central americano). Amanhã, o colegiado de diretores dessa instituição se reúne para anunciar a nova taxa básica de juros dos EUA, hoje em 2% ao ano. Alguns analistas já comentam sobre uma possível surpresa: em vez da manutenção da taxa, um corte em caráter extraordinário, provavelmente de 2% para 1,5%.
"Nós achamos que preocupações sobre inflação deveriam ser colocadas de lado até que existam sinais claros de recuperação da economia global. Em consequência, nós continuamos a recomendar Treasuries [títulos do Tesouro americano] e ativos financeiros de alta qualidade [risco muito baixo]", comentou o economista do banco Merrill Lynch, Richard Bernstein. O Merrill Lynch, também afetado pela crise, foi vendido por US$ 50 bilhões ao Bank of America.
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Especial


Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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A inflação de que você fala não é e não será factível, pois mesmo que se esteja aumentando a base monetária, depois da crise está ocorrendo uma desalavancagem dos agentes. Por outros lado, se a China seguir o que os países desenvolvidos estão desesperados para que ela faça (valorizar o Yuan), ai sim creio que teremos um processo inflacionário.
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