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Dinheiro
15/09/2008 - 12h45

Após Lehman, investidor deve aumentar aversão ao risco, dizem analistas

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

O Brasil não tem ligação com a crise dos "subprimes" (hipotecas de segunda linha) americana, nem o anúncio da concordata do Lehman Brothers afeta o país diretamente, mas o mercado doméstico é atingido da mesma forma, devido ao aumento da aversão a risco pelos grandes investidores globais, avaliaram analistas, nesta segunda-feira.

"Por aqui, o mercado vai ser afetado porque aumenta a aversão [do investidor global] a qualquer ativo que tenha um risco maior que o papel do Tesouro Americano. Quer dizer, nesse processo, sofrem as commodities, que já estão caindo, e as ações de mercados emergentes", avalia o economista do banco Real, Cristiano Souza.

Economistas do setor financeiro ressaltam que, apesar uma relativa "trégua" no último mês, a crise dos créditos "subprimes" ainda não mostrou todos os seus desdobramentos. "Calcula-se no mercado que entre 50% e 60% das perdas estimadas [com os créditos "subprime"] já foram admitidas pelos bancos. Quer dizer, tem muita coisa ainda por acontecer", estima Souza.

Para piorar o cenário, o mercado não espera que a economia real forneça as notícias positivas que o setor financeiro recusa. Economistas contam com um enfraquecimento do nível de atividade dos EUA no terceiro e quarto trimestre, passado o efeito dos benefícios fiscais concedidos pelo governo George W. Bush no início deste ano.

Também há expectativas limitadas sobre a ação do governo americano para debelar a crise e se torna mais claro que a solução está além do alcance do Federal Reserve --que já injetou quase US$ 1 trilhão desde 2007 no sistema bancário- ou do Tesouro americano, que interferiu nas gigantes do setor hipotecário Fannie e Freddie Mac.

O mercado, no entanto, não deixa de contar com o Fed (o banco central americano). Amanhã, o colegiado de diretores dessa instituição se reúne para anunciar a nova taxa básica de juros dos EUA, hoje em 2% ao ano. Alguns analistas já comentam sobre uma possível surpresa: em vez da manutenção da taxa, um corte em caráter extraordinário, provavelmente de 2% para 1,5%.

"Nós achamos que preocupações sobre inflação deveriam ser colocadas de lado até que existam sinais claros de recuperação da economia global. Em consequência, nós continuamos a recomendar Treasuries [títulos do Tesouro americano] e ativos financeiros de alta qualidade [risco muito baixo]", comentou o economista do banco Merrill Lynch, Richard Bernstein. O Merrill Lynch, também afetado pela crise, foi vendido por US$ 50 bilhões ao Bank of America.

Comentários dos leitores
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... sem opinião
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Italo Martins (3) 03/12/2009 09h00
Italo Martins (3) 03/12/2009 09h00
Cássio,
A inflação de que você fala não é e não será factível, pois mesmo que se esteja aumentando a base monetária, depois da crise está ocorrendo uma desalavancagem dos agentes. Por outros lado, se a China seguir o que os países desenvolvidos estão desesperados para que ela faça (valorizar o Yuan), ai sim creio que teremos um processo inflacionário.
sem opinião
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