Seguradora AIG tem permissão para acesso a US$ 20 bi
da Efe, em Nova York
O governador do Estado de Nova York, David Paterson, anunciou nesta segunda-feira que deu uma autorização especial à seguradora AIG (American International Group) para que possa ter acesso a US$ 20 bilhões de capital nas mãos de suas filiais e, desse modo, aumentar sua liquidez.
A autorização vai permitir que a companhia obtenha um empréstimo ponte a si mesmo e "utilizar estes ativos como garantia para pedir emprestado dinheiro para financiar suas operações diárias", explicou Paterson em entrevista coletiva.
Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA
"Não se trata de um resgate financeiro por parte do governo" do Estado, acrescentou o governador de Nova York. Para ele, a AIG tem "um problema de liquidez", mas "continua sendo extraordinariamente solvente".
Às 15h43 (horário de Brasília), as ações da empresa caiam 55,27%, até US$ 5,43, na Bolsa de Nova York, depois de ter chegado a baixar durante o pregão 71,16% e tocar um mínimo de US$ 3,50.
A AIG está finalizando um plano de sobrevivência, que inclui a venda de alguns de seus ativos mais valiosos, a busca de mais capital e o pedido de ajuda ao Fed (Federal Reserve, o banco central americano), depois que suas ações perderam na semana passada 45,6%, e 90% neste ano.
Classificação
A maior seguradora do mundo, que já obteve neste ano uma injeção de capital de US$ 20 bilhões, busca uma adicional de US$ 40 bilhões para evitar rebaixamento de sua classificação de crédito por parte das principais agências.
O presidente e executivo-chefe da AIG, Robert Willumstad, pediu no domingo à noite um empréstimo ponte de US$ 40 bilhões ao Fed como medida temporária até que consiga vender alguns ativos.
A seguradora rejeitou neste fim de semana uma oferta de injeção de capital de várias firmas privadas de investimento lideradas por J.C. Flowers. Por outro lado, as empresas privadas de investimento Kohlberg Kravis Roberts e TPG se mostraram dispostas a injetar capital na AIG se o Federal Reserve conceder à seguradora um empréstimo ponte até que seu plano de reestruturação se complete.
A "The Insurance Insider", uma publicação do setor, afirma que o investidor multimilionário Warren Buffett, presidente do Berkshire Hathaway, conversa sobre o assunto com a AIG, o que, por enquanto, não foi confirmado por nenhuma das duas companhias.
Além disso, a AIG tenta vender vários ativos, entre os quais poderia estar o negócio de aluguel, com opção para compra (leasing), de aviões International Lease Finance (ILFC).
Apreensão
Os problemas da AIG são um dos fatores que aterrorizam os mercados financeiros nesta segunda-feira, junto com a quebra do banco americano de investimentos Lehman Brothers e a venda do Merrill Lynch.
Nesta segunda-feira, o banco de investimentos americano Lehman Brothers recorreu ao "Capítulo 11" da lei de falências dos EUA e pediu concordata, o que lhe permite tentar uma reorganização interna, mas intensifica a crise sofrida pela economia dos Estados Unidos.
O sistema financeiro mundial foi abalado com a quebra do banco, o quarto maior do setor nos EUA. O governo americano não repetiu a ação de ajudar as empresas financeiras a evitar a quebra, como fez com as gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, que devem receber uma injeção de até US$ 200 bilhões. Sem ajuda do governo, compradores em potencial do Lehman, como o Barclays e o Bank of America, se afastaram do negócio.
Reação
Além disso, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) anunciou medidas para facilitar o acesso a créditos emergenciais para instituições financeiras em dificuldades, ampliando as garantias dos empréstimos concedidos a bancos centrais. O banco agiu para evitar mais quebras, com o colapso do Lehman.
Nesta segunda-feira, a autoridade monetária realizou duas operações e colocou um total de US$ 70 bilhões à disposição dos bancos americanos, segundo informou em seu site o Fed de Nova York, encarregado das operações.
O presidente George W. Bush disse também hoje que sua administração está trabalhando para minimizar o impacto da crise financeira. Ele declarou confiança na capacidade da economia americana para enfrentar a longo prazo os ajustes em andamento.
Leia mais
- Chefe do FMI prevê contração maior do setor financeiro
- Bush tenta minimizar a crise e diz confiar na economia americana
- Entenda o Capítulo 11 da lei de falências norte-americana
- Lehman Brothers é o menor dos grandes bancos de Wall Street
- Após Lehman, investidor deve aumentar aversão ao risco, dizem analistas
Livraria
Especial


Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
avalie fechar
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
avalie fechar
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Na página do Ministério da Saúde > Departamento de Informática do SUS (DATASUS) > Sistemas e Aplicativos > CID 10, pode-se ter acesso ao catálogo de classificação. O fato do próprio Ministério da Saúde disponibilizar a informação é forma cabal e comprobatória da existência da patologia. Boa Sorte...
http://w3.datasus.gov.br/datasus/index.php?area=040203
avalie fechar