Dinheiro
15/09/2008 - 15h56

Secretário do Tesouro nega ter cogitado pacote de ajuda ao Lehman Brothers

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da Folha Online

O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse nesta segunda-feira que o povo americano pode confiar na solidez do sistema financeiro americano e que nunca considerou apropriado usar dinheiro dos contribuintes para salvar o banco de investimentos Lehman Brothers.

Paulson disse que não considera uma decisão fácil colocar em risco dinheiro dos americanos para salvar uma companhia privada. "Risco moral é algo que eu não considero fácil de assumir", disse Paulson. Ele acrescentou que o governo intervir para salvar uma empresa privada, isso encoraja outras empresas a se envolverem em comportamento de risco.

"Nunca considerei que fosse apropriado colocar dinheiro do contribuinte na linha para resolver problemas do Lehman Brothers", afirmou o secretário.

Desde sexta-feira, Paulson participou de três dias de negociações no Federal Reserve de Nova York (uma das 12 divisões regionais do Fed, o BC americano), nas quais manteve a posição de não envolver recursos públicos para resolver a crise do Lehman.

Na manhã de hoje, o banco entrou com o pedido de proteção sob a legislação de falências e concordatas no Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York. O banco informou que nenhuma das corretoras subsidiárias e outras empresas ligadas ao grupo está no pedido e continuarão a operar. Segundo o banco, os clientes do banco e das subsidiárias podem continuar a operar ou efetuar outras ações em suas contas.

A diretoria do Lehman autorizou o pedido à corte de falências a fim de proteger seus ativos e maximizar valor, segundo comunicado, que diz ainda que o banco deve tomar outras medidas para continuar a gerenciar suas operações --como pedidos de pagamentos de salários e outros benefícios a seus empregados.

Com a situação crítica do Lehman, outras instituições financeiras correram para salvar outro banco tradicional de Wall Street, o Merrill Lynch: o Bank of America comprou o Merrill por cerca de US$ 50 bilhões, consolidando ainda mais sua posição de gigante reforçada já por uma série de compras anteriores que incluem o banco hipotecário Countrywide Financial.

Bank of America, Barclays, Citibank, Credit Suisse, Deutsche Bank, Goldman Sachs, JP Morgan, Merrill Lynch, Morgan Stanley e UBS concordaram cada um em ceder US$ 7 bilhões cada para 'ajudar a elevar a liquidez e diminuir a volatilidade e outros desafios que afetam a economia global'.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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