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Dinheiro
15/09/2008 - 16h26

Bancos brasileiros não sofrem qualquer ameaça, afirma Bresser

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FERNANDO ANTUNES
colaboração para a Folha Online

A crise nos bancos americanos não irá contaminar as instituições bancárias brasileiras, afirmou o ex-ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser-Pereira. Nesta segunda-feira, o sistema financeiro mundial foi abalado com o pedido de concordata do banco de investimentos Lehman Brothers, a venda do Merrill Lynch ao Bank of America e o pedido de empréstimo de US$ 40 bilhões feito pela seguradora AIG ao Federal Reserve (Fed, o BC americano).

Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA

"O Sistema Financeiro Nacional está sólido e não entrou na especulação imobiliária [americana]. Nenhum banco brasileiro está sofrendo qualquer de ameaça", afirmou Bresser, que descarta qualquer crise no país causada pelo sistema financeiro.

A opinião de Bresser é compartilhada pelo atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também não acredita na migração da crise bancária americana para o Brasil. "É uma problema circunscrito daqueles que entraram no sistema de subprime. Até agora eu não vi nada que pudesse interferir nos bancos brasileiros", afirmou.

Para Mantega, as ações dos bancos brasileiros podem sofrer algumas quedas por conta da repercussão do mercado, "mas nada mais do que isso".

Até as 16h20 desta segunda-feira, as ações dos três principais bancos do país listados na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) estavam em queda. Os papéis ordinários do Banco Brasil caiam 8,24%, as ações preferenciais do Bradesco estavam em queda de 8%, e os papéis preferenciais do Itaú depreciavam 7,7%.

Estados Unidos

O anúncio do pedido de concordata do Lehman Brothers é mais um episódio da crise dos créditos "subprime", que abala o sistema financeiro americano há cerca de um ano e está na origem da desaceleração das economias centrais. Há semanas, o mercado segue o "drama" do Lehman à procura de um comprador e ainda sob expectativa de uma operação de resgate do governo dos EUA, em moldes semelhantes ao ocorrido com a Fannie Mae e a Freddie Mac, gigantes do setor hipotecário.

As duas expectativas, no entanto, foram frustradas: a "solução de mercado" se perdeu, com a desistência dos potenciais compradores --primeiro, o banco coreano KDB, e depois, o britânico Barclays e neste final, a derradeira "pá de cal" foi jogada, com a indicação do governo americano de que não resgataria o banco de investimentos.

Analistas lembram, com algum alívio, de que a mais provável e próxima "bola da vez" já foi equacionada: o banco Merrill Lynch foi vendido ao Bank of America por US$ 50 bilhões.

Com a aquisição, o Bank of America --o maior grupo bancário dos EUA-- consolida ainda mais sua posição de gigante reforçada já por uma série de compras anteriores que incluem o banco hipotecário Countrywide Financial.

Comentários dos leitores
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
O que nós que estamos na estrada, lutando e correndo tanto atrás de objetivos, podemos esperar desses Governos Estaduais e Federais. Temos exemplos de Venezuela, Argentina, EUA, China etc. Todos os dias jornais do Brasil e do mundo dizem a mesma coisa. O Governo Brasileiro precisa diminuir os gastos públicos e a despesa só aumenta. Judiciário ganha quanto quer. Legislativo (vergonha) ganha quanto quer(rouba quanto quer), executivo ganha quanto quer (rouba quanto quer). O Presidente Sr. Lula era contra tudo isso, antes de ser Presidente. Onde está o Lider Brasileiro, que poderá nos tirar de toda essa lama? Quem disse que a Petrobrás é nossa? Que o Pré-Sal é nosso? Mais da metade de tudo isso é dos Americanos(via Bolsa de Valores). O Governo Brasileiro vive destruindo nossos sonhos, sonho de educarmos nossos filhos, termos nossa casa própria, nosso carro de qualidade, nossa vida em família com o conforto que merecemos. Exemplo disso são as pessoas se afongando nas recentes chuvas (pois não tem como morar dignamente) e são obrigados a se espremeram e enconstas de barrancos e áreas pantanosas. A Petrobrás esfola os Brasileiros em nome da liberdade de mercado (transferindo todo o lucro para as famílias prósperas e gordas americanas). O governo Brasileiro só pensa em arrecadar, não pensa no povo. Até onde poderemos suportar toda essa carga? sem opinião
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Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Em relaçao ao alcool, gostaria de comentar sim, primeiro lugar deveria abastecer a demanda do nosso Pais, exportar menos, fazer o brasileiro pagar menos, se houver sobras, ai sim vender, mas nos brasileiro estamos cansado dessa politica de primeiro abastecer na fora, cada vez que abastecemos na fora, sobra menos para o mercado interno, e assim consequentemente pagamos mais, Exelentissimo SR Presidente da Republica, aqui deixo meu apelo, "Vamos olhar para o mercado interno, um otimo exemplo e o caso do alcoool, pô e nossa cana de açucar, e nossa fabricaçao, produçao toda nossa, Por que pagar mais caro.
No meu entendimento o Petrolio e principalmente o alcool com uma demanda maior e mais consumida com relaçao as pesquisa e a alma da economia, pois dependemos dele para tudo, transporte, saude, segurança, trabalho, lazer, alimentos, preços, principalmente a infraçao,etc. dependemos dele pra tudo. No entanto deve ser melhor monitorado e ate mesmo tabelado, para que nao haja abuso como esta tendo, hoje cada cidade cobra o que quer, precisamos de um controle mais energico pela parte do governo, e que este governo olhe mais para nosso mercado.
um abraço a todos leitores da folha.
Pedro Rocha
sem opinião
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Valentin Makovski (406) 18/12/2009 17h07
Valentin Makovski (406) 18/12/2009 17h07
Como entender!!!
Venezuela é um país produtor de petróleo, certo???
Como se explica que p/ encher o tanque de gasolina naquele país, vc gastar Menos de R$ 2,00 Reais
Brasil é produtor de Alcool, certo?? Um dos maiores do mundo, aqui vc não enche o tanque por menos R$ 66,00 Reais.
Argentina é Exportadora de petróleo como a venezuela????
É produtora de Alcool, como o Brasil?????
Alguém me explica como o litro da gasolina argentina que é pura e não contem alcool na mistura, e quasi R$ 1,00 a menos que a do Brasil.
Sai mais barato encher o tanque na Argentina com gasolina pura, do que encher no Brasil com 25% de mistura de alcool.
Sinceramente, isto não tem explicação srs(as).
É UM ABSURDO
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