Dinheiro
15/09/2008 - 16h53

Após Lehman, Fed libera US$ 70 bi para bancos americanos

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da France Presse, em Washington

O Fed (Federal Reserve, o banco central americano) cumpriu a promessa de disponibilizar dinheiro para salvar os bancos dos Estados Unidos, com a liberação nesta segunda-feira de uma verba de refinanciamento de US$ 70 bilhões.

Estas operações de refinanciamento permitem aos bancos comerciais, e desde março aos bancos de negócios, obter dinheiro em troca de títulos financeiros.

O Fed anunciou no domingo medidas destinadas a amenizar o choque decorrente da concordata de Lehman Brothers, aumentando a freqüência das operações de refinanciamento e sendo menos criterioso em relação à qualidade dos títulos fornecidos pelos bancos como garantias.

O Federal Reserve de Nova York, encarregado da operação, informou em seu site ter realizado na manhã desta segunda-feira uma primeira operação de refinanciamento, ao término da qual concedeu uma verba de US$ 20 bilhões.

Dos US$ 70 bilhões liberados pelo Fed nesta segunda-feira, US$ 48,742 bilhões foram concedidos em troca de títulos anexados a créditos imobiliários.

Nesta segunda-feira, o banco de investimentos americano Lehman Brothers recorreu ao "Capítulo 11" da lei de falências dos EUA e pediu concordata, o que lhe permite tentar uma reorganização interna, mas intensifica a crise sofrida pela economia dos Estados Unidos.

O sistema financeiro mundial foi abalado com a quebra do banco, o quarto maior do setor nos EUA. O governo americano não repetiu a ação de ajudar as empresas financeiras a evitar a quebra, como fez com as gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, que devem receber uma injeção de até US$ 200 bilhões. Sem ajuda do governo, compradores em potencial do Lehman, como o Barclays e o Bank of America, se afastaram do negócio.

Além dos problemas do Lehman Brothers, o mercado digere, nesta segunda-feira, as dificuldades da seguradora AIG (American International Group) e a venda do Merrill Lynch.

O governador do Estado de Nova York, David Paterson, anunciou hoje que deu uma autorização especial à seguradora AIG para que possa ter acesso a US$ 20 bilhões de capital nas mãos de suas filiais e, desse modo, aumentar sua liquidez.

O presidente George W. Bush também se pronunciou e disse que sua administração está trabalhando para minimizar o impacto da crise financeira. Ele declarou confiança na capacidade da economia americana para enfrentar a longo prazo os ajustes em andamento.

Comentários dos leitores
celso assis (68) 27/11/2009 12h34
celso assis (68) 27/11/2009 12h34
Que beleza estas agencias de classificação de risco - Moody's e Standard and Poors . Depois que os animais passaram é que veem que precisavam feicharem a porteira. O mesmo acontece aqui com analistas famosos tempos atras, mas que agora não perceberam que ficaram ultrapassados, passaram a trabalhar em orgaos da midia não tão importantes. Deveriam ir é pescar, pois schegam a ser ridiculos. sem opinião
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sydney zucchini (68) 27/11/2009 12h23
sydney zucchini (68) 27/11/2009 12h23
Dizem que já passa de cem o número de pessoas contratadas pela equipe de Franklin Martins, com a finalidade de ficar postando elogios ao governo atual nos principais foruns da internet.
Qual será o salário desse pesoal, hein? Bolsa internet...ahahah
sem opinião
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Danilo Ferreira (1) 27/11/2009 12h21
Danilo Ferreira (1) 27/11/2009 12h21
Caro Cassio Tavares; respeito a sua opinião que conforme vc mesmo afirmou é tbem a de mais de 90% da população brasileira. No entanto, só por causa disso vc vem dizer para os 6,2% restantes ficarem calados é um grande absurdo. Vivemos em um país democrático onde todos podem manifestar suas opiniões e dizer com todas as letras que esse governo não é de fato um vaso de ouro. O pior cego é aquele que não quer enxergar. E essa piadinha do sapato foi no mínimo ridicula. sem opinião
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