Brasil se preparou para enfrentar crise econômica, diz Meirelles
FERNANDO ANTUNES
Colaboração para a Folha Online
O presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira que o Brasil está preparado para enfrentar a crise financeira nos Estados Unidos. Segundo ele, o país vai enfrentar o colapso nos mercados internacionais com serenidade e seriedade. A quebra do banco americano Lehman Brothers surpreendeu analistas e investidores e arrastou as Bolsas de Valores pelo mundo.
Segundo Meirelles, o país se preparou para "enfrentar uma situação externa não benigna", nos últimos anos, com a política do governo de elevar as reservas internacionais, se tornar credor externo e diminuir sua dívida.
"Está se provando que a política de aumentos das resistências a choques externos com aumento de reservas e diminuição de passivos mostra a sua importância."
Meirelles disse que o Brasil sofrerá com a crise financeira, pois não existe descolamento completo em nenhuma economia. Porém, segundo ele, o país se preparou para momentos como esse. "A crise é ruim para todos [os países], mas o Brasil tem condições de passar com serenidade."
Sobre a entrevista coletiva convocada nesta tarde em São Paulo, às pressas, o presidente do BC explicou que a intenção foi tranqüilizar o mercado e informar que nenhuma "gestão extraordinária de liquidez nos mercados" foi feita até o momento.
"Estamos monitorando todos os aspectos. É função de um banco central estar sempre preocupado", afirmou. Meirelles disse ainda que já trabalha com a hipótese de agravamento de crise.
A respeito do contágio dos bancos brasileiros com a crise americana, Meirelles afirma que as instituições nacionais "têm um colchão confortável". "[Os bancos] têm capital em nível superior ao exigido pelo Banco Central e não estão expostos aos 'subprime' [hipotecas de segunda linha", disse.
Mais cedo, também em São Paulo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o agravamento da crise financeira nos Estados Unidos não vai interromper o ciclo de crescimento do Brasil. Segundo Mantega, é normal que o mercado esteja nervoso nesta segunda-feira e nos próximos dias.
"O problema é lá, não aqui. Nós já estamos em uma crise financeira que dura mais de um ano." O ministro disse considerar a atual crise americana "bastante séria" e diz que não há como prever o quanto ainda vai durar.
Leia mais
- Brasil está preparado para prolongamento da crise nos EUA, diz Mantega
- Bancos brasileiros não sofrem qualquer ameaça, afirma Bresser
- Entenda a quebra do banco Lehman Brothers
- Seguradora AIG tem permissão para acesso a US$ 20 bi
- Bush tenta minimizar a crise e diz confiar na economia americana
Livraria
Especial



E sim, também é verdade, os carros no Brasil são caríssimos, se comparados com os vendidos no exterior. Preste atenção: Um carro que entra no mercado como importado, não tem muito redução de valor se passa a ser montado aqui, mesmo que o imposto de importação é muito maior.
Essas montadoras só querem ganhar dinheiro em cima do povo brasileiro! E muitos acham que tem um carro nacional. Nacional? Que nacional, que nada. O carro seria nacional se fosse desenvolvido e produzido por uma empresa nacional, e não uma subsidiária de uma montadora estrangeira, que tem que remeter lucros para fora.
O Brasil é o único país dos tais BRIC que não tem uma marca própria de automóveis de expressão. Por quê? Nós temos condições e tecnologia para fazer isso... Só falta apoio. E da própria população! Se a saudosa Gurgel tivesse isso, talvez fosse uma multinacional brasileira hoje...
E por quê um grande grupo brasileiro não pode comprar (ou incorporar) nenhuma dessas marcas estrangeiras falidas e trazê-la pra cá? Os indianos compraram a Rolls Royce...
Pensem nisso!
avalie fechar
Aqueles Jogos não conseguiram salvar a Grécia de uma provavel bancarrota que parece se avizinhar.
Mas aqui os Jogos foram e estão sendo considerados como uma panacéia para nosso desenvolvimento, sic.....
A Copa do Mundo de 2014 é outro fator, e que na Africa do Sul não levou este Pais ao pódio de desenvolvimento, mas aqui certamente o fará (sic).
avalie fechar
O tempo nos dirá! Eu acredito tanto quanto no Papai Noel!
avalie fechar