Dinheiro
16/09/2008 - 03h19

Agências de risco reduzem nota da seguradora AIG

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da Folha Online

A AIG (American International Group), uma das maiores seguradoras do mundo, foi atingida por uma onda de descrédito com a preocupação das agências de risco sobre a tentativa da seguradora de levantar empréstimos com o governo dos Estados Unidos.

As três maiores agências --Standard & Poor's, Moody's e Fitch-- diminuíram alguns pontos da AIG. Mesmo que as notas ainda estejam dentro do grau de investimento (que permite à empresa conseguir créditos mediante grandes investidores internacionais), a medida é vista como uma ameaça à seguradora, segundo a Associated Press

Entenda a quebra do banco Lehman Brothers
Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA

Após o anúncio de concordata do banco Lehman Brothers e a venda do Merryll Lynch para o Bank of America, a AIG --parceira do Unibanco no Brasil-- é vista como uma das próximas empresas a cair como resultado da crise dos EUA.

A AIG negocia um empréstimo de até US$ 75 bilhões com o Goldman Sachs e o JP Morgan Chase, depois que o Fed (o banco central dos EUA) negou ajuda financeira à instituição. O pedido do empréstimo aos dois grandes bancos americanos foi feito pelo próprio Fed, segundo o "Wall Street Journal".

Ainda não está claro o impacto desses cortes, mas ela deverá ter que garantir mais de US$ 10 bilhões devido à redução. Caso não consiga novos empréstimos, a dúvida é como as Bolsas interpretarão o corte da nota.

O BC dos EUA, segundo pessoas envolvidas nas negociações, deixou claro para a AIG que ela não deve contar com um empréstimo da entidade e precisa buscar o dinheiro com o setor privado. A AIG pediu US$ 40 bilhões ao Fed para evitar que o mercado avalie de forma negativa a queda do risco.

O próximo passo da AIG é esperar pela aprovação do empréstimo do Goldman Sachs e do JP Morgan Chase.

A companhia perdeu US$ 18 bilhões nos últimos três trimestres porque tinha aprovado um grande número de empréstimos hipotecários com alto nível de inadimplência.

Com a empresa tendo dificuldades para conseguir um empréstimo, as suas ações foram as que mais desvalorizaram ontem em Nova York, com queda de 60,79%. Apenas neste mês, os seus papéis tiveram queda de 77,85%.

Ao lado de outras grandes instituições, como o Washington Mutual, a AIG vem sendo apontada como uma das próximas vítimas da atual crise financeira. Desde o quarto trimestre de 2007 até o final de junho deste ano, ela já acumulou prejuízo de cerca de US$ 18 bilhões.

Para tentar continuar operando, ela estaria disposta até a vender alguns dos seus principais ativos, como o setor de leasing de aeronaves.

Comentários dos leitores
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Parte 1
O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 2
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 3
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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