Dinheiro
16/09/2008 - 08h37

Preços pelo IGP-10 têm deflação de 0,42% em setembro, diz FGV

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da Folha Online

O IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10) registrou deflação de 0,42%, em setembro, contra uma alta de 0,38% em agosto. No ano, o índice acumula alta de 8,60% e, nos 12 meses até setembro, a alta acumulada é de 12,29%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

A metodologia aplicada na apuração do IGP-10 é a mesma do IGP-M e do IGP-DI --usados no reajuste, por exemplo, de contratos de aluguel--, também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Entenda a diferença entre os principais índices de inflação

O IPA (Índice de Preços por Atacado) teve deflação de 0,75% neste mês, contra alta de 0,25% em agosto. Os preços dos Bens Finais recuaram de alta de 0,44% em agosto para deflação de 0,12% em setembro, com destaque para o subgrupo alimentos processados (de 0,69% para -0,28%). Excluídos os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice subiu 0,11%, contra 0,46% um mês antes, nessa mesma comparação.

O índice do grupo Bens Intermediários subiu 0,81%, abaixo do 1,61% visto no mês anterior. O destaque foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura (de 1,33% para 0,08%). Excluído o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, o índice subiu 1,06%, contra 1,52% no mês anterior.

O índice de Matérias-Primas Brutas caiu de deflação de 1,87% em agosto para deflação de 3,70% neste mês, com destaque para os itens tomate (-12,66% para -47,37%), milho em grão (-3,73% para -10,21%) e leite in natura (-3,25% para -7,46%). Já minério de ferro (-1,26% para 3,13%), café em grão (-3,08% para 1,19%) e fosfatos naturais beneficiados (3,99% para 25,88%) subiram.

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) teve ligeira variação negativa de 0,03% neste mês, contra alta de 0,36% em agosto. O destaque foi o grupo Alimentação (de 0,13% para -1,06%), com os itens hortaliças e legumes (-3,61% para -10,03%), laticínios (-0,09% para -2,09%) e arroz e feijão (-0,18% para -4,74%).

Os grupos Habitação (0,77% para 0,45%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,57% para 0,38%) também tiveram queda, com destaque para tarifa de eletricidade residencial (1,62% para 0,03%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (de 1,02% para 0,11%).

Já os grupos Despesas Diversas (0,46% para 1,28%), Educação, Leitura e Recreação (0,11% para 0,31%), Transportes (0,19% para 0,21%) e Vestuário (-0,51% para -0,26%) tiveram alta, com destaque para cigarros (de estabilidade para 1,82%), salas de espetáculo (-0,49% para 2,47%), serviços de reparo em automóvel (0,02% para 1,14%) e roupas (-0,83% para -0,59%).

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 0,94%, abaixo do resultado do mês anterior, 1,43%. O grupo Materiais desacelerou, de 2,27% para 1,83%. O grupo Serviços passou de 0,67% para 0,51%. O índice que mede o custo da Mão-de-Obra desacelerou de 0,77% em agosto para 0,18% neste mês.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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