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Dinheiro
16/09/2008 - 10h13

Preços ao consumidor nos EUA têm deflação de 0,1% em agosto

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da Folha Online

O CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) nos EUA teve deflação de 0,1% em agosto, uma forte desaceleração em relação a julho, quando houve alta de 0,8%. A deflação de 3,1% nos preços da energia --reflexo da queda do preço do petróleo-- ajudou no declínio do indicador geral. os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Departamento do Trabalho.

O núcleo dos preços --que exclui alimentos e energia-- teve alta de 0,2%, contra 0,3% em julho. Nos 12 meses encerrados em agosto, no entanto, o índice acumulou alta de 2,5% --acima da margem considerada adequada pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano), de 1% a 2%. Já o índice geral acumulou nos mesmos 12 meses alta de 5,4%.

Os preços dos alimentos tiveram alta de 0,6% no mês passado, recuando em relação a julho, quando houve alta de 0,9%. Já os preços da energia tiveram um recuo ainda mais acentuado, visto que em julho a categoria teve alta de 4%.

Os preços do petróleo no mercado mundial vem caindo desde julho, quando, em Nova York, o barril chegou a ser negociado a US$ 147,27. Com esse preço, a gasolina nos EUA chegou a um preço médio recorde de US$ 4,114 por galão (3,785 litros). Desde então, o preço do petróleo vem recuando e hoje já chegou ao patamar de US$ 90.

Com a pressão inflacionária menor, e diante de um novo fôlego da crise financeira que já dura mais de um ano e afeta a economia dos EUA --e do mundo todo--, o Fed já conta com espaço para um eventual corte na taxa de juros, na reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês, equivalente ao Copom no Brasil) que acontece hoje. A taxa do Fed hoje está em 2% ao ano.

O novo fòlego da crise veio com a crise no banco de investimentos Lehman Brothers. Ontem, o Lehman entrou com o pedido de proteção sob a legislação de falências e concordatas no Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York. O governo americano não repetiu a ação de ajudar as empresas financeiras a evitar a quebra, como fez com as gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, que devem receber uma injeção de até US$ 200 bilhões.

O Lehman já havia anunciado um plano de reestruturação, além de uma previsão de prejuízo trimestral de US$ 3,9 bilhões. O banco buscava um comprador, mas, sem ajuda do governo, candidatos em potencial a ficar com o Lehman, como o Barclays e o Bank of America, se afastaram do negócio.

 

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