Fed prepara pacote de US$ 85 bilhões para salvar seguradora AIG
da Folha Online
Atualizada às 21h16
O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) prepara um empréstimo de US$ 85 bilhões para a seguradora AIG (American International Group). O objetivo é evitar que a empresa tenha o mesmo destino do banco de investimentos Lehman Brothers, que pediu concordata, segundo fontes ouvidas pelo diário americano "The Wall Street Journal".
Outro jornal americano, "The New York Times", informa que o empréstimo à AIG viria em troca de cerca de 80% da empresa --o que daria o controle da AIG ao governo.
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O Fed vinha negociando com os bancos JP Morgan Chase e Goldman Sachs para que oferecessem um empréstimo de US$ 75 bilhões à AIG e evitassem que a empresa fosse impedida de quitar compromissos. O Fed teve de tomar a frente na concessão dos recursos depois que ficou claro que não haveria acordo com as instituições privadas, diz o "NYT".
"Até esta semana teria sido impensável que o Fed socorresse uma seguradora, e o pedido de ajuda da AIG há poucos dias já havia sido recusado", destaca o "NYT".
A ajuda do Fed "colocaria o governo em uma posição de controle em potencial de uma seguradora privada, um fato histórico, principalmente considerando que a AIG não é regulamentada diretamente pelo governo federal", destaca por sua vez o "WSJ".
O rumor de uma sobrevida à seguradora AIG, a possível próxima "bola da vez" na onda de quebradeira, foi principal fator de alívio no mercado acionário dos EUA nesta terça, que fechou em alta. Hoje, a AIG se lançou em uma corrida contra o relógio para captar US$ 75 bilhões necessários para escapar da quebra e sua ação caiu 21,22%, a US$ 3,75, logo após perder 31% na sexta-feira e 61% na segunda-feira.
A quebra de instituições financeiras voltou aos holofotes após o pedido de concordata do banco de investimentos americano Lehman Brothers, o quarto maior do país, feito ontem à Corte de Falências dos EUA.
Além disso, em pouco mais de uma semana, o governo dos EUA também preparou uma ajuda de até US$ 200 bilhões para as gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, e o Merrill Lynch, outro importante banco de investimentos, foi vendido ao Bank of America.
No universo dos bancos de investimentos, os últimos dois que continuam vivos, Goldman Sachs e Morgan Stanley, divulgaram hoje seus resultados.
O Goldman anunciou uma queda de 70% em seu lucro líquido, que ficou em US$ 845 milhões (US$ 1,81 por ação) no trimestre encerrado no dia 29 de agosto. No mesmo período de 2007, o lucro da instituição havia ficado em US$ 2,85 bilhões (US$ 6,13 por ação).
Já o Morgan Stanley, segundo maior dos EUA, fechou o terceiro trimestre em US$ 1,425 bilhão, ou US$ 1,32 por ação, pouco abaixo do ganho de US$ 1,543 bilhão, ou US$ 1,44 por ação, registrado em igual período do ano passado. A expectativa de analistas era de lucro de US$ 0,78 por ação.
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