Dinheiro
16/09/2008 - 23h20

Fed aprova empréstimo de US$ 85 bilhões para salvar seguradora AIG

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da Folha Online

Atualizado às 23h47.

O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) autorizou na noite desta terça-feira a concessão de um empréstimo de US$ 85 bilhões para a seguradora AIG (American International Group), para evitar que a empresa tenha o mesmo destino do banco de investimentos Lehman Brothers, que pediu concordata.

Por meio de comunicado, o Fed declarou que uma derrubada da AIG poderia intensificar o já delicado momento do mercado financeiro mundial, arrastando ainda mais empresas e economias. "O Fed determinou que, nas atuais circunstâncias, uma concordata do AIG poderia somar ao já bastante fragilizado mercado financeiro e elevar substancialmente os custos de empréstimos", informou o Banco Central americano.

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O objetivo do Fed é facilitar com que a seguradora possa levantar fundos para quitar suas dívidas. "Este empréstimo facilitará o processo por meio do qual a AIG venderá alguns de seus negócios de forma ordenada, com a menor alteração possível na economia geral."

"O empréstimo inclui condições e prazos concebidos a fim de proteger os interesses do governo dos Estados Unidos e dos contribuintes", diz a nota.

O jornal americano "The New York Times" informou que o empréstimo à AIG virá em troca de cerca de 80% da empresa --o que daria o controle da AIG ao governo. "Até esta semana teria sido impensável que o Fed socorresse uma seguradora, e o pedido de ajuda da AIG há poucos dias já havia sido recusado", destaca o "NYT".

A ajuda do Fed "colocaria o governo em uma posição de controle em potencial de uma seguradora privada, um fato histórico, principalmente considerando que a AIG não é regulamentada diretamente pelo governo federal", destaca por sua vez o "Wall Street Journal".

O presidente George W. Bush manifestou seu apoio ao plano salvar a seguradora AIG. Para ele, a medida "promoverá a estabilidade dos mercados financeiros". "O presidente apóia o acordo anunciado esta tarde pelo Federal Reserve. Estes passos são tomados no interesse de promover a estabilidade dos mercados financeiros e de limitar o dano à economia em geral", destaca uma nota divulgada pela Casa Branca.

"Bola da vez"

Analistas disseram que o plano poder salvar a seguradora da falência em um novo pico de crise. O rumor de uma sobrevida à seguradora AIG, a possível próxima "bola da vez" na onda de quebradeira, foi principal fator de alívio no mercado acionário dos EUA nesta terça, que fechou em alta.

Ontem a AIG se lançou em uma corrida contra o relógio para captar US$ 75 bilhões necessários para escapar da quebra e sua ação caiu 21,22%, a US$ 3,75, logo após perder 31% na sexta-feira e 61% na segunda-feira.

A quebra de instituições financeiras voltou aos holofotes após o pedido de concordata do banco de investimentos americano Lehman Brothers, o quarto maior do país, feito ontem à Corte de Falências dos EUA.

Além disso, em pouco mais de uma semana, o governo dos EUA também preparou uma ajuda de até US$ 200 bilhões para as gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, e o Merrill Lynch, outro importante banco de investimentos, foi vendido ao Bank of America.

No universo dos bancos de investimentos, os últimos dois que continuam vivos, Goldman Sachs e Morgan Stanley, divulgaram hoje seus resultados.

O Goldman anunciou uma queda de 70% em seu lucro líquido, que ficou em US$ 845 milhões (US$ 1,81 por ação) no trimestre encerrado no dia 29 de agosto. No mesmo período de 2007, o lucro da instituição havia ficado em US$ 2,85 bilhões (US$ 6,13 por ação).

Já o Morgan Stanley, segundo maior dos EUA, fechou o terceiro trimestre em US$ 1,425 bilhão, ou US$ 1,32 por ação, pouco abaixo do ganho de US$ 1,543 bilhão, ou US$ 1,44 por ação, registrado em igual período do ano passado. A expectativa de analistas era de lucro de US$ 0,78 por ação.

Comentários dos leitores
Chris Maria (236) 22/11/2009 11h08
Chris Maria (236) 22/11/2009 11h08
É certo que em vários aspectos Obama não tem conseguido furar o bloqueio e seguir em frente com seus nobres ideais. Isto, devido as fortes pressões que vem sofrendo de certas "fontes de poder" que movidas pela ganância, só enxergam o próprio umbigo. No entanto, no que se refere aos aspectos econômicos, cabe lembrar que não foi ele o responsável pela derrocada econômico-financeira. Aliás, para quem assumiu os EUA num colapso financeiro total, o seu governo está indo além das expectativas. Sabe-se bem que o governo americano se viu obrigado a intervir com altas cifras no mercado, socorrendo empresas e criando projetos públicos na tentativa de manter parte dos postos de trabalho, sem o que o cenário estaria ainda bem pior. Isso acarretou aumento do déficit público. Com a zona do euro com uma taxa de desemprego devendo chegar a 10,9% até o final de 2010. O Japão com uma estimativa de 5,7% no quarto trimestre deste ano, passando a declinar apenas a partir daí, mas, em ritmo lento, e assim por diante... Aos norte-americanos, só lhes resta ter paciência. Eles queriam o quê? Por terem consumido mais do que deviam e podiam, arrastaram a economia mundial pro buraco com seus títulos podres. Quanto ao fato dos "críticos comentarem" que "Obama não conseguiu obter concessões significativas em comércio e moedas de parceiros como a China". Neste último caso, por exemplo, também é bom lembrar que quando Bush deixou o governo, a China já era a maior detentora de títulos da dívida norte-americana e aos EUA lhes resta "dançar conforme a música". sem opinião
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Eduardo Giorgini (415) 21/11/2009 21h43
Eduardo Giorgini (415) 21/11/2009 21h43
"Obama pede paciência aos americanos na questão econômica"
Eleitorado Norte-Americano é exigente. Quase 1 ano de Obama e a popularidade esta caindo e nem precisou se envolver em escandalos de corrupção.
Parabéns aos Norte-Americanos.
[]s
Eduardo.
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Domingos Aparecido (135) 21/11/2009 09h56
Domingos Aparecido (135) 21/11/2009 09h56
RESPOSTA AO SR. CARLOS JOSÉ DOS SANTOS.
Prezado Companheiro virtual, vou fazer uma confissão: Sou Corinthiano há 60 anos, fico alegre quando o Ronaldo faz um gol, mais senti uma alegria maior ainda ao ler o seu comentário sobre esse famigerado FMI. Só acho que faltou você acrescentar em seu comentário que, hoje o Brasil tem mais de 20 milhões de pessoas (segundo o Reporter Record) morando em "CORTIÇOS" e nunca se viu na história deste país, a quantidade tão grande de vendas de carros de luxo, mansões, iates, etc. como estamos tendo agora.
Está escrito: 1Jo 2:15 - Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
Maranata.
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