Fed aprova empréstimo de US$ 85 bilhões para salvar seguradora AIG
da Folha Online
Atualizado às 23h47.
O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) autorizou na noite desta terça-feira a concessão de um empréstimo de US$ 85 bilhões para a seguradora AIG (American International Group), para evitar que a empresa tenha o mesmo destino do banco de investimentos Lehman Brothers, que pediu concordata.
Por meio de comunicado, o Fed declarou que uma derrubada da AIG poderia intensificar o já delicado momento do mercado financeiro mundial, arrastando ainda mais empresas e economias. "O Fed determinou que, nas atuais circunstâncias, uma concordata do AIG poderia somar ao já bastante fragilizado mercado financeiro e elevar substancialmente os custos de empréstimos", informou o Banco Central americano.
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O objetivo do Fed é facilitar com que a seguradora possa levantar fundos para quitar suas dívidas. "Este empréstimo facilitará o processo por meio do qual a AIG venderá alguns de seus negócios de forma ordenada, com a menor alteração possível na economia geral."
"O empréstimo inclui condições e prazos concebidos a fim de proteger os interesses do governo dos Estados Unidos e dos contribuintes", diz a nota.
O jornal americano "The New York Times" informou que o empréstimo à AIG virá em troca de cerca de 80% da empresa --o que daria o controle da AIG ao governo. "Até esta semana teria sido impensável que o Fed socorresse uma seguradora, e o pedido de ajuda da AIG há poucos dias já havia sido recusado", destaca o "NYT".
A ajuda do Fed "colocaria o governo em uma posição de controle em potencial de uma seguradora privada, um fato histórico, principalmente considerando que a AIG não é regulamentada diretamente pelo governo federal", destaca por sua vez o "Wall Street Journal".
O presidente George W. Bush manifestou seu apoio ao plano salvar a seguradora AIG. Para ele, a medida "promoverá a estabilidade dos mercados financeiros". "O presidente apóia o acordo anunciado esta tarde pelo Federal Reserve. Estes passos são tomados no interesse de promover a estabilidade dos mercados financeiros e de limitar o dano à economia em geral", destaca uma nota divulgada pela Casa Branca.
"Bola da vez"
Analistas disseram que o plano poder salvar a seguradora da falência em um novo pico de crise. O rumor de uma sobrevida à seguradora AIG, a possível próxima "bola da vez" na onda de quebradeira, foi principal fator de alívio no mercado acionário dos EUA nesta terça, que fechou em alta.
Ontem a AIG se lançou em uma corrida contra o relógio para captar US$ 75 bilhões necessários para escapar da quebra e sua ação caiu 21,22%, a US$ 3,75, logo após perder 31% na sexta-feira e 61% na segunda-feira.
A quebra de instituições financeiras voltou aos holofotes após o pedido de concordata do banco de investimentos americano Lehman Brothers, o quarto maior do país, feito ontem à Corte de Falências dos EUA.
Além disso, em pouco mais de uma semana, o governo dos EUA também preparou uma ajuda de até US$ 200 bilhões para as gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, e o Merrill Lynch, outro importante banco de investimentos, foi vendido ao Bank of America.
No universo dos bancos de investimentos, os últimos dois que continuam vivos, Goldman Sachs e Morgan Stanley, divulgaram hoje seus resultados.
O Goldman anunciou uma queda de 70% em seu lucro líquido, que ficou em US$ 845 milhões (US$ 1,81 por ação) no trimestre encerrado no dia 29 de agosto. No mesmo período de 2007, o lucro da instituição havia ficado em US$ 2,85 bilhões (US$ 6,13 por ação).
Já o Morgan Stanley, segundo maior dos EUA, fechou o terceiro trimestre em US$ 1,425 bilhão, ou US$ 1,32 por ação, pouco abaixo do ganho de US$ 1,543 bilhão, ou US$ 1,44 por ação, registrado em igual período do ano passado. A expectativa de analistas era de lucro de US$ 0,78 por ação.
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Eu ainda me lembro do quebra do banco Ambrosiano na Italia, e que apesar das claras falcatruas promovidas do arcebispo Paul Marcinkus, e como o mesmo Vaticano moveu mundos e fundos para comprar a inocencia do referido meliante, e conseguiu.
Precisamos de uma nova ordem financeira mundial, mas o Vaticano não tem moral para pretender levar essa bandeira. Um estado riquissimo, onde a luxuria, e o desprezo pelo sofrimento alheio fica evidente na quantidade de bens acumulados, e que poderiam ser utilizados para minorar o sofrimento dos desvalidos.
E no passado como ja mencionou aqui o leitor Vladimir Tzonev, a igreja catolica patrocinou o assassinato em massa, com requintes de perversidade e de forma extremamente cruel, aqueles que se recusavam aceitar suas doutrinas.
Então para mim, o Vaticano, seu rei, seus vassalos e etc, não possuem um pingo de ética.
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