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Dinheiro
17/09/2008 - 05h32

Fed empresta US$ 85 bilhões à AIG; Bolsas da Ásia reagem com alta

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da Folha Online

As Bolsas Asiáticas reagiram com otimismo ao anúncio do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de que vai emprestar US$ 85 bilhões para a seguradora AIG (American International Group), para evitar que a empresa tenha o mesmo destino do banco de investimentos Lehman Brothers, que pediu concordata.

Entenda a quebra do banco Lehman Brothers
Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA

A Bolsa de Tóquio, que fechou em baixa no pregão desta terça-feira, acabou a quarta-feira em alta de 1,21%, aos 11.749,80 pontos. Ontem, o índice Nikkei, que mede os negócios no mercado japonês, caiu 4,95%, no pior resultado em três anos.

Yuriko Nakao/Reuters
Painel mostra alta na Bolsa de Tóquio após o governo dos EUA anunciar empréstimo à AIG
Painel mostra alta na Bolsa de Tóquio após o governo dos EUA anunciar empréstimo à AIG

Analistas atribuíram o bom resultado no Japão à manobra de ajuda do governo americano à AIG, a maior seguradora do mundo. "Se a AIG tivesse falido, isso poderia causar efeitos assustadores em todos os mercados", disse Takashi Kamiya, economista-chefe da corretora T&D Asset Management.

Mesmo assim, o mercado não mostra que a crise tenha acabado. "A notícia indica que a crise ainda não acabou", afirmou Hiroaki Kuramochi, do Tokai Tokyo Securities. "Ela mostra que continuaremos enfrentando casos como da AIG e há grande chance de que a crise possa atingir o mercado real."

A Bolsa de Seul, que também fechou em forte baixa ontem, acabou o dia com elevação de 2,70%, aos
1.425,26 pontos. Tiveram alta ainda as Bolsas da Indonésia (0,88%) e das Filipinas (1,46%).

Mesmo assim, os mercados de Hong Kong e da China tiveram perdas. O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong fechou o dia com retração de 3,14%, aos 17.726,68 pontos. Já o índice do mercado de Xangai recuou 2,90%, aos 1.929,05 pontos.

AIG

Ontem à noite, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) autorizou a concessão de um empréstimo de US$ 85 bilhões para a seguradora AIG (American International Group), para evitar que a empresa tenha o mesmo destino do Lehman.

Por meio de comunicado, o Fed declarou que uma derrubada da AIG poderia intensificar o já delicado momento do mercado financeiro mundial, arrastando ainda mais empresas e economias.

Stephen Chernin/Efe
Após quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, o Fed aprovou empréstimo de US$ 85 bilhões para salvar seguradora AIG
Após quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, o Fed aprovou empréstimo de US$ 85 bilhões para salvar seguradora AIG

"O Fed determinou que, nas atuais circunstâncias, uma concordata do AIG poderia somar ao já bastante fragilizado mercado financeiro e elevar substancialmente os custos de empréstimos", informou o Banco Central americano.

A ajuda do Fed "colocaria o governo em uma posição de controle em potencial de uma seguradora privada, um fato histórico, principalmente considerando que a AIG não é regulamentada diretamente pelo governo federal", destaca por sua vez o "Wall Street Journal".

O presidente George W. Bush manifestou seu apoio ao plano salvar a seguradora AIG. Para ele, a medida "promoverá a estabilidade dos mercados financeiros". "O presidente apóia o acordo anunciado esta tarde pelo Federal Reserve. Estes passos são tomados no interesse de promover a estabilidade dos mercados financeiros e de limitar o dano à economia em geral", destaca uma nota divulgada pela Casa Branca.

Bolsas

A esperança em uma decisão do Fed que pudesse ajudar a AIG, as Bolsas americanas inverteram a trajetória e fecharam no azul após amargar perdas severas ontem e operar parte do pregão desta terça-feira em baixa.

A decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) em manter a taxa de juros de manter sua taxa de juros em 2% ao ano também foi vista como sinal que a economia não tem necessidade de tal estímulo no momento.

O DJIA (Dow Jones Industrial Average) avançou 1,3% depois de perder 500 pontos na segunda-feira, e fechou a 11.059,02 pontos. O índice Nasdaq, de alto componente tecnológico, ganhou 1,28%, aos 2.207,90 pontos. Já o índice ampliado Standard & Poor's 500 subiu 1,75%, para 1.213,60 pontos.

As Bolsas européias não conseguiram manter nenhum otimismo, e fecharam em queda ontem. No Brasil, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) teve um momento de trégua na crise financeira, invertendo a tendência de abertura e recuperando, perto do final do pregão.

O termômetro dos negócios da Bolsa paulista, o Ibovespa, valorizou 1,68% e alcançou os 49.228 pontos um dia depois de cair quase 8% na sua pior queda desde a data histórica de 11 de setembro de 2001.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (84) 09/12/2009 12h34
Olmir Antonio de Oliveira (84) 09/12/2009 12h34
A respeito da união das montadoras, precesso de integração, e trocas de técnologias, ganhos de escala. No mercado brasileiro, recebem redução de encargos tributários (o ideal é todos os brasileiros e empresas receberem redução de todos tipos de impostos), estão tendo ganho de escala, diferentemente aos seus paises de origem onde enfrentam reduçao geral de produção e vendas. Mas o brasileiro ainda não teve qualquer noticia a respeito de possivel de redução dos preços. O Brasil os esta ajudando a sairem da crise que se meteram. Ganhos e vantagens só para eles. ..... sem opinião
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Meu caro Jose Vitor.
Fizestes uma bela autocrítica e demonstratester um nivel de cognição igual ou inferior ao do Luia.
9 opiniões
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Errata.
Recentemente ao comentar as imagnes do MENSALÃO DO DEM veiculada pela televisão o comunicólogo, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a imagem não significava nada. Acredito que esse conceito tenha sido o mesmo juizo devalor feito pelo iluistre mandatário quando dos episódios do MENSLÃO PETISTA, no qual alguns dos seus companheiros foram pilhados com dinheiro na cueca e uma mala cheia de dinheiro para comprar um suposto dosseê.
Simbolo máximo do COITADISMO o presidente da república, ao ser criticado ou ler as críticas feita ao seu governo ele revela o seu lado Fidel Castro, Enver Hodja, Mahmud Armadnedjá.
Isso é culpa daqules que puseram o Lula lá para avalisar todas as maracutaias feita pelos membros do seu partido e os demais que compõem a sua base parlamentar. Juntos eles tem um projeto falimentar para o país.
O AZEDUME que ele tanato reclama da imprensa é a verdadde sobre o seu governo, estampada nas críticas pertinentes dentro do processo democrático.
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