Dinheiro
17/09/2008 - 11h13

Mantega aprova socorro à AIG, mas diz que crise não termina agora

Publicidade

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Guido Mantega (Fazenda) fez uma avaliação positiva do socorro promovido na noite de ontem pelo governo norte-americano à seguradora AIG (American International Group).

O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) autorizou na noite de terça-feira a concessão de um empréstimo de US$ 85 bilhões à seguradora AIG, para evitar que a empresa tivesse o mesmo destino do banco de investimentos Lehman Brothers, que pediu concordata.

Entenda a quebra do banco Lehman Brothers
Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA
Entenda a diferença da lei sobre falência no Brasil e EUA

Para o ministro, o socorro não significa o fim da crise financeira internacional, que não irá terminar agora, mas dará "uma acalmada" e reduzirá seus reflexos na economia mundial.

Segundo ele, depois da experiência ruim em relação ao Lehman, era importante evitar que uma nova quebra afetasse todo o sistema.

"Depois da experiência do Lehman Brothers, que não foi muito bem sucedida, foi correto que as autoridades americanas colocassem um socorro para a AIG", disse Mantega. "O Fed não pode permitir que ocorram problemas que afetem todo o sistema, porque se não você vai ter uma quebradeira geral e aí é ruim para todos."

O ministro disse que o socorro não significa que o governo dos EUA esteja favorecendo instituições que se arriscaram no mercado de crédito de alto risco.

"As empresas que cometeram erros, que se expuseram muito com crédito pouco seguro, têm de pagar o preço e estão pagando o preço. Basta ver o valor das ações dos principais bancos americanos que estiveram envolvidos nisso. Está havendo uma penalização. O Lehman Brothers virou pó."

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca