Dinheiro
17/09/2008 - 17h00

Operação de salvamento do AIG foi histórica, dizem jornais dos EUA

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da France Presse, em Washington

A imprensa dos Estados Unidos classificou, nesta quarta-feira, como "histórica" a operação de salvamento da gigante dos seguros AIG (American International Group). As publicações consideram, no entanto, perigoso abrir as portas para outras intervenções semelhantes do Estado.

Orquestrada pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), a a concessão de um empréstimo de US$ 85 bilhões à AIG para evitar uma crise financeira mundial, é "a intervenção no setor privado mais radical da história do banco central americano", escreveu o jornal "The New York Times".

Entenda a operação de resgate da seguradora AIG

Em troca deste apoio, o Estado federal receberá 79,9% do capital da AIG e os acionistas atuais ficarão apenas com os 20,1% que restaram da estatização.

A intervenção do estado "pode ser discutível, porque leva um risco efetivo ao contribuinte ao correr para salvar os maus investimentos feitos pelo AIG e por outras instituições financeiras", adverte o NYT.

A revista "Forbes", por sua vez, destacou que o AIG, com ativos de pouco mais de US$ 1 trilhão no fim de junho, era "aparentemente grande demais para desaparecer sem mais nem menos".

"O Fed, no entanto, abriu uma caixa de Pandora com esta intervenção, demonstrando essencialmente que é possível para o governo americano socorrer as empresas que tomam decisões equivocadas", alertou a publicação.

O "Washington Post" lembrou a Grande Depressão que começou com o "crack" da bolsa em 1929 e afirmou que "o governo assumiu o controle do gigante dos seguros para evitar a quebra do sistema financeiro mundial".

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
sem opinião
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JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
ISSO É PRIMEIRO MUNDO. POVO POLITIZADO,MAS PERIMERISSIMO MUINDO SÃO ALGUS PAISES EUROPEUS E CANADÁ. ESTAMOS LONGE DE CHEGAR LÁ. sem opinião
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Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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