Dinheiro
18/09/2008 - 08h54

"Estatizações" já custam US$ 1 trilhão a governo dos EUA

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da Folha Online

O resgate da seguradora AIG efetuado pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano) nesta terça-feira, com um empréstimo de US$ 85 bilhões, fez o volume de recursos empregados pelo governo americano na atual crise financeira ficar entre US$ 900 bilhões e US$ 1,5 trilhão, ou cerca de 10% do PIB norte-americano, e pode subir mais, segundo reportagem de Sérgio Dávila, publicada na edição da Folha desta quinta-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

O valor empregado pelo governo para salvar a AIG e outras empresas financeiras americanas como o Bear Stearns e as gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac "assusta não só por acontecer no país que é o bastião do capitalismo de livre mercado mas porque abre a porta para futuras operações, de outras instituições e setores da economia", diz a reportagem.

"Pode ser muito mais, dependendo de quantos bancos mais terão de ser resgatados", disse à Folha o acadêmico Edward Hadas, autor de "Human Goods Economic Evils" (ISI, 2007) e colunista do blog econômico Breakingviews.com. "Para ser franco, depois de um certo ponto, esses cálculos já não fazem mais sentido."

No último dia 7, o Departamento do Tesouro anunciou um pacote de até US$ 200 bilhões para ajudar a Fannie Mae e a Freddie Mac, a fim de impedir que quebrarem. O secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse que as duas empresas são "tão grandes e tão importantes em nosso sistema financeiro que a falência de qualquer uma delas provocaria uma enorme turbulência no sistema financeiro de nosso país e no restante do globo".

Já o Banco de investimentos Lehman Brothers, também abalado pela crise, teve de apresentar à Corte de Falências dos EUA um pedido de concordata. O banco, atingido pela crise financeira, não conseguiu levantar capital junto a outros bancos privados e o governo se recusou a ajudar a instituição.

Sobre o Lehman, Paulson disse que nunca considerou apropriado usar dinheiro dos contribuintes para salvar o Lehman. Para ele, não é simples ter de decidir colocar em risco dinheiro dos americanos para salvar uma companhia privada. O secretário acrescentou que o governo intervir para salvar uma empresa privada, isso encoraja outras empresas a se envolverem em comportamento de risco.

O presidente americano, George W. Bush, no entanto, manifestou seu apoio ao plano salvar a AIG. Para ele, a medida "promoverá a estabilidade dos mercados financeiros". "O presidente apóia o acordo anunciado pelo Federal Reserve. Estes passos são tomados no interesse de promover a estabilidade dos mercados financeiros e de limitar o dano à economia em geral", destaca uma nota divulgada pela Casa Branca.

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
sem opinião
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JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
ISSO É PRIMEIRO MUNDO. POVO POLITIZADO,MAS PERIMERISSIMO MUINDO SÃO ALGUS PAISES EUROPEUS E CANADÁ. ESTAMOS LONGE DE CHEGAR LÁ. sem opinião
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Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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