Estatal do pré-sal terá estrutura enxuta, diz Lula
da Folha de S.Paulo
A estatal que tomará conta do petróleo da camada pré-sal terá estrutura enxuta e não irá se sobrepor ao trabalho da Petrobras. Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a idéia do governo é criar uma "pequena empresa" de forma a garantir que a União tenha o controle do petróleo do pré-sal.
"Quando falamos em empresa estatal, nós não queremos criar uma outra Petrobras. Na verdade, é outra coisa, parecida com o que acontece na Noruega. É um fundo, uma pequena empresa, que na Noruega deve ter 60 funcionários, que é o Estado cuidando do petróleo", disse, em entrevista veiculada ontem à noite pela TV Brasil.
Lula disse que essa estatal, ainda apresentada por ele como hipótese, negociará o preço e venderá o petróleo. "A única coisa que está decidida é que o petróleo é da União. E, portanto, a União tem que cuidar."
Segundo ele, além de investir na educação, os recursos obtidos com a extração e venda do petróleo servirão para fortalecer a Petrobras e a indústria naval e até para que a União aumente seu capital na estatal. "Uma das hipóteses é utilizar parte do petróleo para aumentar o capital da União na Petrobras", ressaltou o presidente.
Segundo Lula, todas as mudanças e a definição do novo marco regulatório para o setor serão discutidos com a sociedade antes de se tornarem uma política do governo. "Daqui a 10, 15 anos, quando eu já não existir mais, quero estar lá no céu, tranqüilo de que o povo brasileiro está usufruindo de uma riqueza que é dele e que está regulamentada a partir da vontade desse povo", disse.
Inauguração
Lula inaugurará hoje a P-53, primeira plataforma a ser montada no pólo da indústria naval no Sul. Lula também deverá anunciar a montagem, no pólo naval de Rio Grande, de mais uma plataforma, a P-55, cujos contratos já foram aprovados pela Petrobras. Com capacidade para extrair 180 mil barris por dia (7% da atual produção nacional), a P-53 será rebocada para o campo de Marlim Leste, a 120 km da costa do Rio de Janeiro, e deve chegar ao topo da produção no segundo semestre de 2009.
Segundo a Petrobras, a construção da P-53 consumiu em torno de R$ 1,7 bilhão -metade do investimento total da exploração comercial do campo de Marlim Leste, onde o petróleo será retirado de 13 poços localizados a 2.500 metros em relação ao nível do mar.
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1 - Que todos querem participar dos bonus do pré-sal é fácil compreender. Mas vamos imaginar que por uma obra do destino estas operações causem uma enorme catástrofe ecológia e que tenhamos que pagar indenizações alguém ou outro Estado, como Argentina, por exemplo. Pergunto se os Estados brasileiros que ora desejam participar desta boquinha estarão também de acordo em arcar com os riscos (onus).
2 - Será que temos mesmo competência para fazer este tipo de perfuração ? Será que não corremos o risco de desabar o fundo do mar drenando água para o buraco ? Lembrem-se que uma burrada da Russia condenou o mar de Aral a secar.
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