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Dinheiro
18/09/2008 - 10h30

Trabalho infantil cai, mas ainda afeta 10,5% de crianças e jovens

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LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio

O trabalho infantil caiu no Brasil em 2007, mas ainda ocupa patamares preocupantes, revelou a Pnad 2007 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quinta-feira. Cerca de 10,5% da população entre 5 e 17 anos trabalhava no ano passado, segundo a pesquisa.

O contingente --cerca de 4,8 milhões de pessoas--, contudo, foi menor que o de 2006, quando o índice chegou a 11,5%. Mas ainda não é possível afirmar se isso é uma tendência, segundo o IBGE.

Em 2005, o número de crianças trabalhando havia crescido em relação a 2004, alcançando 12,2% da população entre 5 e 17 anos.

Nos 16,6 milhões da camada mais nova deste grupo, entre 5 e 9 anos, 157 mil trabalhavam em 2007. Destes, 116 mil exerciam atividades agrícolas.

A Pnad atribui a queda do trabalho infantil à redução na ocupação das atividades agrícolas, setor que, segundo a pesquisa, concentra a maior parte da mão-de-obra infantil. Lá estão cerca de 75% das crianças entre 5 e 9 anos que trabalhavam em 2007.

Na faixa que vai dos 5 aos 13 anos, 60,7% das crianças e jovens ocupados também trabalhavam no setor agrícola.

Já entre os mais velhos, a incidência maior é de trabalho em centros urbanos. Em jovens de 14 e 15 anos, 58,9% trabalhavam, em 2007, em áreas não agrícolas. Na camada de 16 e 17 anos, esse percentual alcançou 72,9% ano passado.

A Pnad, que faz levantamentos socioeconômicos anuais da população brasileira, coletou em 2007 dados em 147.851 domicílios de 851 municípios do Brasil.

 

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