Vagas com carteira assinada sobem 6,1% em 2007, mostra Pnad
LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio
A formalização do trabalho se intensificou em 2007, com alta de 6,1% no número de pessoas empregadas com carteira assinada, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quinta-feira pelo instituto.
Em 2007, 32 milhões de trabalhadores brasileiros tinham carteira assinada, o que equivale a 35,3% da força de trabalho do país. O crescimento da taxa acelerou na comparação com os dois anos anteriores. Em 2006, o percentual foi de 33,8% e, em 2005, 33,1%.
A massa de trabalhadores informais --20,6 milhões em 2007-- teve queda de 0,7% em relação a 2006, o que não tirou o contingente de um patamar elevado, para o IBGE. No ano passado, os trabalhadores sem carteira assinada representaram 22,7% das 90.786 pessoas ocupadas.
Esse movimento também foi registrado entre os trabalhadores domésticos, na comparação com a década anterior. Em 2007, os trabalhadores desse grupo com carteira assinada eram 2,1% do total dos ocupados, ante 1,7% em 1997.
Nesta mesma comparação, observa-se crescimento de 28,7%, em 1997, para 33,7%, em 2007, dos empregados totais com carteira assinada.
O Nordeste ficou acima da média brasileira e teve a maior alta no número de contratações com carteira assinada: 8,5% ante 2006.
Já as regiões Norte e Sul não acompanharam o movimento. Registraram, em 2007, crescimento de 3,1% e 3,7%, respectivamente, no número de pessoas ocupadas sem carteira de trabalho, em comparação com 2006.
A Pnad, que faz levantamentos socioeconômicos anuais da população brasileira, coletou para a pesquisa de 2007 dados em 147.851 domicílios de 851 municípios do Brasil.
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