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Dinheiro
18/09/2008 - 11h08

Morgan Stanley considera fusão com Wachovia, diz jornal

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da Folha Online

O banco americano de investimentos Morgan Stanley, um dos que vem se mantendo com desempenho positivo em meio à crise que já afetou Bear Stearns, Lehman Brothers e Merrill Lynch, considera uma eventual fusão com o Wachovia --o quarto maior banco do país-- ou mesmo algum outro banco, segundo fontes ouvidas pelo diário americano "The New York Times" ("NYT").

Com essa operação, o Goldman Sachs --que teve uma queda de 70% em seu lucro no trimestre encerrado em agosto-- ficaria como o único grande banco de investimentos nos EUA com as portas abertas, diz o texto.

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Ontem, com a queda das ações do Morgan, o executivo-chefe da empresa, John Mack, recebeu um telefonema do Wachovia manifestando interesse em uma possível aquisição, diz o "NYT" --que destaca que as conversações estão em fase preliminar e podem não resultar em acordo.

Na terça-feira (16), o Morgan informou que fechou o terceiro trimestre fiscal com um lucro de US$ 1,425 bilhão (US$ 1,32 por ação), pouco abaixo do ganho de US$ 1,543 bilhão (US$ 1,44 por ação) um ano antes. Mesmo assim, o resultado superou as expectativas (de lucro de US$ 0,78 por ação).

O banco informou ainda que teve um crescimento de 1% na receita líquida, para US$ 8,05 bilhões.

O Lehman Brothers --o menor banco de investimentos entre os grandes nomes de Wall Street-- pediu concordata nesta segunda-feira, depois de semanas procurando um comprador. O britânico Barclays chegou perto de adquirir o Lehman e o Bank of America foi cogitado como eventual candidato a ficar com a instituição. O KDB (Banco de Desenvolvimento da Coréia do Sul, na sigla em inglês) também chegou a conversar com o Lehman. Todos se afastaram diante das perdas sofridas pelo banco com a crise das hipotecas de risco.

O Merrill Lynch evitou destino semelhante ao ser comprado pelo Bank of America. O governo americano, ao contrário da postura diante da possível quebra das gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, não ajudou os bancos de investimentos. O secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse que o governo intervir para salvar uma empresa privada seria encorajar outras empresas a se envolverem em comportamento de risco.

Sobre as hipotecárias --que devem receber uma ajuda de até US$ 200 bilhões--, Paulson havia dito serem "tão grandes e tão importantes em nosso sistema financeiro que a falência de qualquer uma delas provocaria uma enorme turbulência no sistema financeiro de nosso país e no restante do globo".

Comentários dos leitores
J. R. (397) 08/07/2009 13h46
J. R. (397) 08/07/2009 13h46
Crise? Aqui não haverá crise. Nossos trilhões da reserva do tesouro está no FED impresso em verdinhas, sem lastro mas tudo bem. Isso é que é ser solidário. sem opinião
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Jurgen Filip Merkel Gunsch (4) 08/07/2009 11h59
Jurgen Filip Merkel Gunsch (4) 08/07/2009 11h59
E se a crise estiver apenas começando ??? 2 opiniões
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Cristiano Garcia (256) 08/07/2009 08h34
Cristiano Garcia (256) 08/07/2009 08h34
O Vaticano pedir uma nova ordem financeira mundial baseada na ética ... Isso é muito risivel.
Eu ainda me lembro do quebra do banco Ambrosiano na Italia, e que apesar das claras falcatruas promovidas do arcebispo Paul Marcinkus, e como o mesmo Vaticano moveu mundos e fundos para comprar a inocencia do referido meliante, e conseguiu.
Precisamos de uma nova ordem financeira mundial, mas o Vaticano não tem moral para pretender levar essa bandeira. Um estado riquissimo, onde a luxuria, e o desprezo pelo sofrimento alheio fica evidente na quantidade de bens acumulados, e que poderiam ser utilizados para minorar o sofrimento dos desvalidos.
E no passado como ja mencionou aqui o leitor Vladimir Tzonev, a igreja catolica patrocinou o assassinato em massa, com requintes de perversidade e de forma extremamente cruel, aqueles que se recusavam aceitar suas doutrinas.
Então para mim, o Vaticano, seu rei, seus vassalos e etc, não possuem um pingo de ética.
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