Dinheiro
18/09/2008 - 11h16

Lloyds efetiva compra do banco HBOS por US$ 22,2 bi

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da Folha Online
da France Presse, em Londres

O banco britânico Lloyds TSB anunciou nesta quinta-feira a compra do Halifax Bank of Scotland (HBOS), maior credor imobiliário cotado no Reino Unido, por 12,2 bilhões de libras (US$ 22,2 bilhões).

O novo grupo deve ser o terceiro em termos de capitalização entre os bancos britânicos. Para que a compra seja possível, o governo está disposto a modificar a lei sobre a concorrência.

Ao término desta oferta recomendada, precipitada pelo desabamento das ações do HBOS na Bolsa nos últimos dias (ontem, as perdas foram de 19%), o Lloyds TSB propôs 0,83 por ação do Lloyds TSB por cada ação do HBOS, valorizando este último em 12,2 bilhões de libras.

Com esta fusão, os atuais acionistas do Lloyds TSB terão aproximadamente 56% do capital do Lloyds TSB, enquanto os atuais acionistas do HBOS ficarão com 44%.

Os atuais presidente e diretor geral do Lloyds TSB, Sir Victor Blank e Eric Daniels, manterão seus cargos no novo grupo.

Blank disse em um comunicado que esta compra era para o Lloyds TSB "uma oportunidade única de acelerar e de expandir sua estratégia e criar um grupo de serviços financeiros líder no Reino Unido". Ele considerou que se trata de "um bom negócio para os clientes e para os acionistas".

O presidente do HBOS, Dennis Stevenson, disse que esta é uma "boa transação para o HBOS e seus acionistas". "Diante do altíssimo nível de volatilidade no nosso setor, o novo grupo será um dos mais fortes no setor dos serviços financeiros no Reino Unido", declarou.

O governo anunciou sua intenção de criar uma emenda, assim que o Parlamento voltar a trabalhar no início de outubro, para a lei sobre as empresas de 2002, e estender o campo de aplicação das fusões que podem ser autorizadas por questões de interesse público, mesmo que possa haver problemas de concorrência.

Após consultar o ministério das Finanças, a Autoridade dos Serviços Financeiros (FSA) e o Banco da Inglaterra, o governo indicou querer assim "garantir a estabilidade do sistema financeiro britânico".

A FSA comemorou a compra, como "um movimento bem-vindo que vai sem dúvida aumentar a estabilidade nos mercados financeiros e melhorar a confiança dos clientes e dos investidores do setor britânico das finanças". A FSA afirmou que o HBOS era um "banco bem capitalizado, que continua se financiando de maneira satisfatória".

Movimentos

Na origem da crise financeira, os Estados Unidos, o Bank of America comprou o Merrill Lynch por cerca de US$ 50 bilhões, consolidando ainda mais sua posição de gigante reforçada já por uma série de compras anteriores que incluem o banco hipotecário Countrywide Financial.

Na terça-feira (16), a AIG conseguiu uma injeção de US$ 85 bilhões do governo a fim de aumentar sua liquidez e evitar que a empresa tivesse o mesmo destino do banco de investimentos Lehman Brothers, que pediu concordata no dia anterior.

Mais recentemente, as autoridades procuram um eventual comprador para o banco de poupanças Washington Mutual, preparando-se para o caso de mais uma quebra no mercado financeiro.

Nesta quinta-feira, os seis principais bancos centrais do mundo anunciaram uma ação coordenada para enfrentar a falta de liquidez nos mercados financeiros globais e tentar acabar com a crise. Só o Fed injetou mais US$ 180 bilhões.

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
sem opinião
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JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
ISSO É PRIMEIRO MUNDO. POVO POLITIZADO,MAS PERIMERISSIMO MUINDO SÃO ALGUS PAISES EUROPEUS E CANADÁ. ESTAMOS LONGE DE CHEGAR LÁ. sem opinião
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Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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