Dinheiro
18/09/2008 - 12h56

Tesouro dos EUA amplia captação de ajuda ao Fed em mais US$ 100 bi

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da France Presse, em Washington

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira que vai captar US$ 100 bilhões adicionais nos mercados para ajudar o Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) em seus esforços de estabilização do sistema financeiro.

O Tesouro emitirá US$ 100 bilhões em novos títulos de dívida em três operações programadas para 19 e 24 de setembro, segundo um comunicado.

Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA

Dois lançamentos de bônus, com vencimento de 45 e 59 dias, de US$ 30 bilhões cada, serão oferecidos na licitação de sexta-feira. Outra emissão de US$ 40 bilhões de bônus a sete dias será oferecida no dia 24 de setembro.

Ontem, a Tesouro dos EUA já tinha anunciado a adoção do programa, com o lançamento inicial de US$ 40 bilhões em bônus --com vencimento em 35 dias-- já nesta quarta-feira (17).

Hoje, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou que seu governo compartilha a preocupação dos americanos com a crise financeira e insistiu que está fazendo tudo o possível para "fortalecer e dar estabilidade aos mercados".

Em um aparição pública para falar da crise, Bush disse que está em contato permanente com seus assessores econômicos e hoje deve se reunir com o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson.

Socorro

Também hoje, o Fed anunciou a liberação de US$ 180 bilhões para empréstimos. Outros cinco bancos também participaram com a adição de diferentes quantias, em uma ação coordenada.

O Fed injetou US$ 50 bilhões na economia na terça-feira, para aliviar a turbulência dos mercados, e anunciou um plano de socorro de US$ 85 bilhões para a seguradora AIG, mais uma grande instituição financeira "vitimada" pela crise dos créditos "subprime".

"O Fed determinou que, nas atuais circunstâncias, uma concordata do AIG poderia somar ao já bastante fragilizado mercado financeiro e elevar substancialmente os custos de empréstimos", justificou o banco central americano, em comunicado oficial.

A quebra de instituições financeiras voltou aos holofotes após o pedido de concordata do banco de investimentos americano Lehman Brothers, o quarto maior do país, feito na segunda-feira à Corte de Falências dos EUA.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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