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Dinheiro
18/09/2008 - 17h50

Bolsas em NY disparam com possível nova intervenção do governo

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da Folha Online

As Bolsas americanas dispararam no fim do pregão desta quinta-feira, com os investidores confiantes na rede de proteção que seis dos principais bancos centrais do mundo estenderam e na perspectiva de um plano do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos para evitar o agravamento da crise financeira no país.

As medidas pretendem evitar a quebra de mais empresas financeiras --como ocorreu com o banco Lehman Brothers nesta semana e como quase ocorreu com a seguradora AIG e com o banco Merrill Lynch.

A Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) fechou em alta de 3,86% no índice Dow Jones Industrial Average, que ficou com 11.019,69 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 4,33%, para 1.206,51 pontos. A Bolsa Nasdaq ganhou 4,78%, indo para 2.199,10 pontos. Os resultados se seguiram a quedas de mais de 4% registradas ontem.

Os índices seguiram para o campo positivo tão logo a rede de televisão CNBC informar que o Tesouro norte-americano estuda uma solução similar a colocada em prática nos anos 80 para pôr fim à crise de poupança e empréstimos.

Assim, as autoridades estabeleceriam uma estrutura de financiamento público destinado a comprar ativos duvidosos dessas instituições.

"Se isso se concretiza, poderia colocar fim à crise do setor financeiro", disse Peter Cardillo, da Avalon Partners.

O Banco do Japão, o Federal Reserve (Fed, o BC americano), o BCE (Banco Central Europeu), o Banco da Inglaterra, o SNB (Suíça) e o Banco do Canadá anunciaram hoje que devem injetar mais de US$ 200 bilhões para impedir que a crise de crédito fique mais acentuada. Nesta semana, o banco de investimentos Lehman Brothers pediu concordata, o Merrill Lynch foi vendido ao Bank of America e a seguradora AIG recebeu uma ajuda de US$ 85 bilhões do Federal Reserve (Fed, o BC americano) para que não quebrasse.

Os abalos vistos nesta semana, no entanto, ainda devem manter os investidores preocupados por algum tempo. Além disso, as situações do banco de poupança e investimentos ("savings & loans") Washington Mutual e do banco de investimentos Morgan Stanley são acompanhadas com atenção: o primeiro teria sido objeto de consultas da parte do governo a outras instituições financeiras sobre uma eventual aquisição; o segundo estaria buscando um comprador, e o Wachovia já teria manifestado algum interesse, segundo o diário americano "The New York Times".

Hoje, o presidente americano, George W. Bush, afirmou que seu governo compartilha a preocupação dos americanos com a crise financeira e insistiu que está fazendo tudo o possível para "fortalecer e dar estabilidade aos mercados". Ele lembrou as medidas econômicas e financeiras "extraordinárias" realizadas nos últimos dias e que, segundo ele, estão dando resultados em oferecer estabilidade aos mercados.

Entre elas, citou a decisão do governo de tomar o controle das gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, a intervenção na seguradora AIG e as medidas aprovadas pela SEC (Securities and Exchange Commission, a CVM americana) para proteger os investidores das gestões ilegais nos mercados.

Também hoje o Departamento do Tesouro anunciou que vai captar US$ 100 bilhões adicionais nos mercados para ajudar o Fed em seus esforços de estabilização do sistema financeiro. Dois lançamentos de bônus, com vencimento de 45 e 59 dias, de US$ 30 bilhões cada, serão oferecidos na licitação de sexta-feira. Outra emissão de US$ 40 bilhões de bônus a sete dias será oferecida no dia 24 de setembro.

Ontem, a Tesouro dos EUA já tinha anunciado a adoção do programa, com o lançamento inicial de US$ 40 bilhões em bônus --com vencimento em 35 dias-- já nesta quarta-feira (17).

"No curto prazo parece que diminuiu um pouco da pressão", disse ao diário americano "The New York Times" o gerente da Credit Derivatives Research, Dave Klein. "Mas, no atual cenário, curto prazo significa um dia ou dois."

Com France Presse

Comentários dos leitores
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Nao eh o Ouro que que estah aumentando, sao as moedas que estao se desvalorizando. O ouro sempre tem valor estavel se comparado aos outros comodities. Por exemplo, a mesma quantidade de ouro compra o mesmo volume de petrole hoje e ou ha 30 anos atras.
Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
3 opiniões
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joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
epero que o dem puna o seu governador e não varra a sujeira para baixo do tapete como pt
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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celso assis (76) 01/12/2009 12h32
celso assis (76) 01/12/2009 12h32
Seria talvez interessante saber não só a porecntagem em relação ao PIB, mas tambem qual a porcentagem em relação PIB dos empréstimos que foi para o consumo e qual a que foi para a produção (excuindo-se aqui dados do BNDES).
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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