Dinheiro
19/09/2008 - 12h31

Intervenção em mercados é essencial para conter crise, diz Bush

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da Efe
da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta sexta-feira que a intervenção pública nos mercados "não só é justificada, é essencial", para evitar um dano maior na economia.

"Devemos agir agora para proteger a saúde econômica de nossa nação", afirmou Bush, em um comparecimento acompanhado pelo secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, e o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke.

Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA

Paulson, por sua vez, disse que o governo gastará "centenas de bilhões de dólares" para responder à crise financeira. Paulson disse que o governo aumentará a intervenção no mercado imobiliário, que considera a raiz dos problemas financeiros dos Estados Unidos, além de outras medidas.

"A proteção máxima ao contribuinte será a estabilidade que esse programa de ajuda oferecerá ao nosso sistema financeiro, mesmo com o envolvimento de um investimento significativo de dólares dos americanos", disse o secretário. "Estou convencido de que essa abordagem ousada vai custar às famílias americanas muito menos que a alternativa --uma série contínua de quebras de instituições financeiras e mercados de crédito congelados incapazes de financiar a expansão econômica."

Ele afirmou que irá trabalhar durante o fim de semana com líderes do Congresso para chegar a um acordo sobre o plano. "Ele precisa ser grande o suficiente para fazer uma diferença real e chegar ao centro do problema."

A SEC (Securities and Exchange Commission, o órgão regulador dos mercados nos Estados Unidos) também tomou iniciativa contra a crise e proibiu temporariamente as vendas a descoberto sobre os valores financeiros, seguindo uma decisão similar da FSA (Autoridade de Serviços Financeiros, na sigla em inglês) britânica.

A venda a descoberto consiste em tomar emprestado um título mediante o pagamento de uma comissão, e vendê-lo esperando que sua cotação caia. Se isso acontece, o especulador pode recomprar o papel mais barato para devolvê-lo a seu proprietário, embolsando a diferença entre o preço de compra e de venda. A técnica precipita com freqüência a queda das cotações.

Outra medida do Tesouro foi anunciar hoje garantias temporárias para o mercado de fundos monetários, com uma injeção de US$ 50 bilhões. Fundos monetários são instrumentos financeiros geralmente considerados seguros e que, segundo o Tesouro, desempenham um papel fundamental no financiamento dos mercados de capitais das instituições financeiras.

A garantia será financiada pelo fundo de estabilização das operações do mercado financeiro (Exchange Stabilization Fund), criado em 1934, e deve se estender até o próximo ano.

Tensão

No início deste mês, o secretário anunciou um pacote de US$ 200 bilhões em ajuda às duas gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, que corriam o risco de quebrar.

Nesta semana, em mais um capítulo, o banco de investimentos Lehman Brothers pediu concordata, devido à falta de crédito junto a outras instituições bancárias e à recusa do governo em destinar recursos para reforçar seu caixa. Além disso, o Merrill Lynch foi vendido ao Bank of America e a seguradora AIG recebeu ajuda de US$ 85 bilhões do Fed. Tal seqüência de eventos deixou os investidores assustados durante toda a semana.

Já as situações do banco de poupança e investimentos ('savings & loans') Washington Mutual e do banco de investimentos Morgan Stanley são acompanhadas com atenção. O primeiro teria sido objeto de consultas da parte do governo a outras instituições financeiras sobre uma eventual aquisição; o segundo estaria buscando um comprador, e o Wachovia já teria manifestado algum interesse, além do Citigroup e do HSBC.

Comentários dos leitores
O Pacificador (225) 30/11/2009 17h29
O Pacificador (225) 30/11/2009 17h29
A única coisa que não está em recessão na Venezuela, é a imensa boca do Chávez...
Que fala, fala, fala e não diz nada.
A intensa perseguição á iniciativa privada, com a estatização de empresas via decreto, estão acabando com a precária economia do país.
O fechamento de dois bancos agora, é só a cerejinha que faltava...
É isso aí Chávez, se tinha alguém querendo embarcar na canoa furada do bolivarianismo falido, com esta quebradeira toda, até a cumpanherada saí correndo...
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Cristiano Garcia (375) 30/11/2009 10h12
Cristiano Garcia (375) 30/11/2009 10h12
Essa ultima piada do FMI é até engraçada...
Ele diz que já sabia e monitorava a situação economica de Dubai. Mas então por que não emitiu nenhum aviso, e tentou fazer algo para ajudar?
O que o FMI sabe fazer de melhor é desestabilizar economias emergentes propalando sua surrada e falsa doutrina economica.
Depois dessa quebradeira imposta por George Bush ao mundo, pensei que o FMI seria extinto, e que opiniões de bancos como Goldman Sachs e afins, que foram incompetentes e ou coniventes e ou cumplices com a quebradeira mundial iniciada por safados e ladroes de colarinho branco and black tie americanos, acreditei que essas opiniões nunca mais seriam usadas como norte em referencia à economia de qualquer país.
Quem sabe daqui umas 5 ou 6 gerações nos livraremos desses fósseis engessados e teremos de fato uma nova ordem mundial, centrada no homem.
sem opinião
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No fundo o problema é o seguinte:
As nações ricas estão numa corrida alucinada de quem consegue fazer a maior, mais alta e mais vultosa obra do planeta.
Quase que uma divisão entre a razão e o delírio, mas o sistema financeiro desta época global é muito sensível e qualquer " brisa " tende a se tornar um tornado.
Quantos monumentos da antiguidade vemos hoje ao redor do mundo em plena ruina acéu aberto ?!
Isso revela que o homem continua o mesmo, seu preceder não muda, mesmo que isso tenha que custar mão de obra miserável de países miseráveis.
A justiça por si só, encarrega-se de por as coisas no seu devido lugar, e o que era para ser glória acaba virando vergonha !!!
Até quando esses governos mundiais aprenderão que reinos, governos e nações se constroem com justiça e não com ganância ?!
" Quem muito alto quer subir e as estrelas chegar, não pode imaninar o tombo que poderá levar."
sem opinião
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