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Dinheiro
20/09/2008 - 13h06

Bush pede que Congresso aprove tratado de livre-comércio com Colômbia

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da Efe, em Washington

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu novamente ao Congresso americano que aprove o tratado de livre-comércio com a Colômbia, porque não fazer isso seria "encorajar as vozes do populismo na vizinhança".

O Congresso deve aprovar o tratado porque, "mais que um acordo econômico, é uma declaração de amizade", disse Bush durante uma entrevista coletiva no jardim da Casa Branca ao lado do presidente colombiano, Álvaro Uribe.

Bush elogiou a "firme liderança" de Uribe e descreveu a Colômbia como um de seus "mais estreitos aliados" na região.

O governante americano lembrou que, sob o mandato de Uribe, houve uma redução significativa nos homicídios, seqüestros e atividades terroristas que, em sua opinião, são "um recorde".

Além disso, reiterou o agradecimento pela libertação dos três prestadores de serviço ao Pentágono americanos que estavam em poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) desde fevereiro de 2003 e que foram resgatados pelo Exército colombiano em 2 de julho.

O presidente americano disse que viajará à Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York na próxima semana, onde advogará "um comércio livre e justo" e mandará uma "mensagem clara" sobre a importância do comércio para o bem-estar econômico.

Bush destacou que, no ano passado, a metade do crescimento econômico dos Estados Unidos se deveu às exportações e que o tratado com a Colômbia é bom para os EUA não só em matéria econômica, mas também pela segurança nacional.

Uribe iniciou na sexta-feira uma visita a Washington para dar um último empurrão à ratificação do acordo, assinado em novembro de 2006 pelos dois países, mas freado pela oposição democrata.

Nesse sentido, o presidente colombiano reiterou hoje a importância que o tratado tem para atrair mais investimentos à Colômbia.

Da reunião entre Bush e Uribe participaram também a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e a embaixadora da Colômbia nos Estados Unidos, Carolina Barco, entre outros funcionários.

Ainda não se sabe se o Congresso americano realizará uma sessão especial após o pleito presidencial de 4 de novembro, na qual poderia ocorrer a votação do tratado.

Antes de ir para Nova York, Uribe se reuniria com o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, mas a reunião foi cancelada porque esse teve que viajar para a Bolívia, explicou à agência de notícias Efe sua porta-voz Patricia Esquenazi.

Como parte de sua agenda, Uribe também se reunirá com líderes da comunidade colombiana e esta noite assistirá a uma recepção em sua homenagem oferecida pelo presidente Bush.

O presidente colombiano viajará para Nova York amanhã à tarde.

 

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