Dinheiro
21/09/2008 - 12h36

Paulson diz que governos estrangeiros devem imitar plano dos EUA contra crise

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da France Presse, em Nova York

O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, anunciou neste domingo que pedirá a colegas de outros países que elaborem planos para comprar os ativos podres das instituições financeiras em problemas que estiverem em situação de crise.

"Vou pedir a nossos colegas de todo o mundo que concebam programas similares para seus bancos e entidades [financeiras] quando for oportuno", disse Paulson à rede de TV Fox. "Lembrem que vivemos em um sistema mundial."

O governo norte-americano submeteu neste fim de semana à análise do Congresso um plano de resgate que inclui um pacote de até US$ 700 bilhões para comprar ativos podres dos bancos e reabilitar o sistema financeiro, que atravessa uma crise.

Paulson afirmou também que não tinha a intenção de beneficiar os fundos "hedge (altamente especulativos) com o plano. "A intenção no momento seria não comprar (dívidas duvidosas) de fundos de investimentos de risco", afirmou.

"Mas evidentemente gostaríamos de comprar [ativos] de instituições financeiras que empreguem pessoas e que representem uma parte importante de nossa economia", acrescentou.

Paulson não descartou a retomada de ativos em poder de uma filial norte-americana de uma firma financeira estrangeira. "Para os americanos, se uma instituição que faz negócios aqui está asfixiada e não pode desempenhar seu papel necessário, trata-se de uma distinção sem preocupação de saber se é [uma empresa] norte-americana ou pertencente a estrangeiros", disse.

Comentários dos leitores
Cara Profa. Marilia Cunha,
Muito pertinentes e oportunos seus comentários. Gostaria de reforçá-los lembrando a alguns dos Internautas que insistem em emitir comentários falaciosos e mesmo grosseiros contra o Presidente Lula, que no campo educacional Ele foi o primeiro Governante (após a redemocratização do País) que deu a atenção para o Ensino Técnico direcionando recursos para a ampliação da rede de Cefets e Etecs. Adicionalmente, que eu saiba no atual governo promove-se um dos maiores programas (se não for o maior) mundiais de conexão digital de escolas públicas (em banda larga) à Internet e implantação de laboratórios de TIC.
Enfim, tantos exemplos e nos variados campos (a mencionada educação, ciência e tecnologia, inclusão digital, valorização do servidor público, defesa, política internacional => alguém lembra do que representaria a adesão aos preceitos preconizados pela ALCA: vide Argentina de Menem) que causa-me espanto a leitura de alguns comentários.
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Richard Adams (16) 12/11/2009 12h08
Richard Adams (16) 12/11/2009 12h08
Srs., este forum, ou mesmo qualquer outro, serve para se expresar opiniões e não para se tentar exorcisar os outros, numa discussão para se ver quem tem razão.
O fato é que FHC deu contribuições enormes para o Brasil e deixou muita coisa nos trilhos para que o LULA viesse e colocasse a cereja no bolo. Muitas das realizações do LULA se deram porque o mundo todo vinha numa tocada forte. Nosso sistma bancário não foi criado nem fortalecido pelo LULA, e só por isso não embarcamos na onda mundial com força.
O Brasil, precisa sim, adotar uma postura mais humilde. Estamos vivendo uma sem justificativa em alguns setores que não tem razão. O lucro das nossa empresas não está refletindo a alta na bolsa na mesma proporção. O Brasil está bem, mas precisa de cautela. Muita cautela.
A coisa mais sensata que lí até agora aqui, foi chamar atenção para nossa dívida interna. Este governo está gastando horrores!!!! Olhar as reservas cambiais e se gabar disso é sim um erro grotesco e não precisa ser nenhum catedrático matemático. Minhas filhas em fase de alfabetização fariam esta conta.
Vamos deixar essa disputa de que LULA é melhor que FHC, ou que PT é melhor do que outros...ninguém é melhor do que ninguém...todo mundo erra e todo mundo acerta....nunca na história deste País houve um Presidente perfeito e nem vai existir. São todos parte de um sistema político falido, cheio de conchavos, negociatas e cocitas que estamos cansados de ver todos os dias nos noticiarios.
2 opiniões
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Zeno E. S. Munhoz (1) 12/11/2009 11h19
Zeno E. S. Munhoz (1) 12/11/2009 11h19
O câmbio brasileiro fugiu do parâmetro neutro segundo o ministro e já causa problemas na economia, diminuindo radicalmente o setor de exportações e aumentando na mesma proporção as importações. No curto prazo se continuar a política de câmbio flutuante já serão afetadas todas as contas nacionais. O câmbio deve ser pelo equilíbrio da economia e não como uma biruta a sabor dos fluxos de capitais do mercado internacional e nacional. Defasagem de 50 % significa que o desequilíbrio afeta ou expõe negativamente metade da economia nacional.
O governo deve equilibrar a economia levando em consideração os players maiores da economia mundial ou seja China e EUA e formular a sua estratégia. Uma desvalorização da moeda aos níveis adequados com cambio fixo temporarimente é a proposta. Quem teme câmbio fixo? O mal já está instalado.
sem opinião
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