Morgan Stanley interrompe negociação de fusão com Wachovia, diz jornal
da Folha Online
O banco americano de investimentos Morgan Stanley interrompeu as negociações de uma eventual fusão com o também americano Wachovia --quarto maior banco dos EUA-- depois que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) aceitou a proposta de transformar tanto o Morgan como o Goldman Sachs em holdings, segundo fontes ouvidas pelo diário britânico "Financial Times" ("FT").
A mudança no status das instituições financeiras permitirá que criem bancos comerciais, que poderão tomar depósitos, amparando os recursos de ambas instituições, e terem o mesmo acesso que outros bancos comerciais aos planos de empréstimo da emergência do Fed.
Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA
Segundo o "FT", as negociações entre o Morgan e o Wachovia foram colocadas em "suspensão indefinida", segundo as fontes ouvidas pelo jornal. Não há planos para encontros entre representantes das duas instituições hoje e existe ainda a possibilidade de que as discussões sejam completamente abandonadas nesta semana, diz o jornal.
Mesmo assim, o Morgan deve continuar a buscar a venda de uma participação considerável à China Investment Corp (o fundo soberano da China), a fim de injetar capital novo na instituição americana.
Na semana passada, fontes ouvidas pelo diário americano "The New York Times" ("NYT") disseram que o Morgan vinha considerando uma eventual fusão com o Wachovia ou mesmo algum outro banco.
Com a queda das ações do Morgan na semana passada, o executivo-chefe da empresa, John Mack, recebeu um telefonema do Wachovia manifestando interesse em uma possível aquisição, diz o "NYT" --que destaca que as conversações estão em fase preliminar e podem não resultar em acordo.
No último dia 16, o Morgan informou que fechou o terceiro trimestre fiscal com um lucro de US$ 1,425 bilhão (US$ 1,32 por ação), pouco abaixo do ganho de US$ 1,543 bilhão (US$ 1,44 por ação) um ano antes. Mesmo assim, o resultado superou as expectativas (de lucro de US$ 0,78 por ação). O banco informou ainda que teve um crescimento de 1% na receita líquida, para US$ 8,05 bilhões.
O Lehman Brothers --o menor banco de investimentos entre os grandes nomes de Wall Street-- pediu concordata um dia antes, depois de semanas procurando um comprador. O britânico Barclays chegou perto de adquirir o Lehman e o Bank of America foi cogitado como eventual candidato a ficar com a instituição. O KDB (Banco de Desenvolvimento da Coréia do Sul, na sigla em inglês) também chegou a conversar com o Lehman. Todos se afastaram diante das perdas sofridas pelo banco com a crise das hipotecas de risco.
O Merrill Lynch evitou destino semelhante ao ser comprado pelo Bank of America. O governo americano, ao contrário da postura diante da possível quebra das gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, não ajudou os bancos de investimentos. O secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse que o governo intervir para salvar uma empresa privada seria encorajar outras empresas a se envolverem em comportamento de risco.
Sobre as hipotecárias --que devem receber uma ajuda de até US$ 200 bilhões--, Paulson havia dito serem "tão grandes e tão importantes em nosso sistema financeiro que a falência de qualquer uma delas provocaria uma enorme turbulência no sistema financeiro de nosso país e no restante do globo".
Socorro
Para evitar que a crise viesse a causar uma escassez de crédito no sistema bancário mundial, seis dos principais bancos centrais do mundo anunciaram uma ação coordenada para enfrentar a crise; o Banco do Japão, o Fed, o BCE (Banco Central Europeu), o Banco da Inglaterra (BC do Reino Unido), o SNB (Suíça) e o Banco do Canadá injetaram na economia mais de US$ 200 bilhões.
No sábado (20), o governo do presidente George W. Bush propõe um resgate de US$ 700 bilhões para o setor financeiro durante dois anos, informou a imprensa local, citando um projeto de três páginas enviado ao Congresso. O plano daria ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, autoridade para comprar até US$ 700 bilhões em ativos relacionados às hipotecas para dissipar a grave crise financeira, segundo a imprensa norte-americana.
O pacote também permitirá aumentar o limite da dívida pública para US$ 11,3 trilhões e conceder ao secretário do Tesouro a autoridade para comprar, vender e manter hipotecas residenciais e comerciais, assim como garantias baseadas nessas hipotecas.
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Especial


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Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
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Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
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