Alemanha se recusa a participar de plano de ajuda financeira dos EUA
da Efe
da Folha Online
O governo da Alemanha rejeitou nesta segunda-feira a idéia de participar do plano de resgate financeiro que o governo dos EUA prepara para salvar as instituições financeiras americanas.
"Para nós, existem diferenças em responsabilidades e efeitos", disse o porta-voz do governo alemão, Ulrich Wilhelm, após a reunião do conselho de ministros do país.
Do ponto de vista do governo alemão, "não será necessária uma medida como a adotada nos EUA" para a Alemanha, disse Wilhelm. Fontes do Ministério de Finanças alemão destacaram que Washington não pediu aos europeus que tomem medidas.
Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA
Desde o surgimento da crise financeira, a chanceler alemã, Angela Merkel, vem destacando suas advertências sobre a necessidade de submeter os mercados financeiros a um estreito controle, para evitar uma crise como a atual.
Merkel insistiu em ressaltar que, já durante a presidência alemã do G8 (grupo dos sete países mais desenvolvidos e a Rússia) e a cúpula de chefes de Estado no balneário de Heiligendamm, em junho de 2007, advertiu sobre o perigo de uma grave crise se continuasse se permitindo as especulações financeiras nos mercados internacionais.
Ontem, o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse que pedirá a colegas de outros países que elaborem planos para comprar os ativos podres das instituições financeiras em problemas que estiverem em situação de crise.
"Vou pedir a nossos colegas de todo o mundo que concebam programas similares para seus bancos e entidades [financeiras] quando for oportuno", disse Paulson à rede de TV Fox. "Lembrem que vivemos em um sistema mundial."
O governo norte-americano submeteu neste fim de semana à análise do Congresso um plano de resgate que inclui um pacote de até US$ 700 bilhões para comprar ativos podres dos bancos e reabilitar o sistema financeiro, que atravessa uma crise.
Paulson não descartou a retomada de ativos em poder de uma filial norte-americana de uma firma financeira estrangeira. "Para os americanos, se uma instituição que faz negócios aqui está asfixiada e não pode desempenhar seu papel necessário, trata-se de uma distinção sem preocupação de saber se é [uma empresa] norte-americana ou pertencente a estrangeiros", disse.
O texto do projeto, no entanto, define que a compra de títulos lastreados em hipotecas seria feita apenas de instituições financeiras com sede nos EUA.
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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