G7 diz apoiar "fortemente" pacote dos EUA, mas descarta acompanhar medida
da France Presse e Reuters
com Folha Online
Os ministros das Finanças do G7 (Alemanha, Canadá, EUA, França, Reino Unido, Itália e Japão) receberam bem "as medidas extraordinárias adotadas pelos Estados Unidos para melhorar a estabilidade dos mercados financeiros e enfrentar os temores sobre o crédito", segundo um comunicado comum publicado nesta segunda-feira. Apesar disso, o grupo afirmou que não há necessidade de elaborar um plano parecido para seus respectivos setores bancário e de crédito.
Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA
"Acolhemos muito favoravelmente as medidas extraordinárias adotadas pelos Estados Unidos para melhorar a estabilidade dos mercados financeiros e enfrentar os temores sobre o crédito, em particular seu plano de adoção de um programa destinado a comprar os ativos invendáveis que desestabilizam as instituições financeiras", escreveram os ministros no comunicado conjunto publicado após uma conferência por telefone.
Após reafirmar sua "vontade forte e comum de proteger a integridade do sistema financeiro internacional", os membros do G7 disseram prometer acentuar a "cooperação internacional e trabalhar para resolver os desafios da economia global e dos mercados mundiais, além de manter uma enfatizada cooperação entre os ministros das Finanças, os BCs e os [órgãos] reguladores".
"Eu fiquei muito satisfeito com todas as conquistas que foram obtidas, ou que estão sendo obtidas, pelo governo dos EUA", disse o ministro de Finanças da Alemanha, Peer Steinbrueck. Ele ressaltou, no entanto, que a situação da Alemanha e de outros integrantes do grupo não pode ser comparada com a dos EUA. "Não é o caso", disse.
Pacote
O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse ontem que não descarta a retomada de ativos em poder de uma filial norte-americana de uma firma financeira estrangeira. "Para os americanos, se uma instituição que faz negócios aqui está asfixiada e não pode desempenhar seu papel necessário, trata-se de uma distinção sem preocupação de saber se é [uma empresa] norte-americana ou pertencente a estrangeiros", disse.
O texto do projeto, no entanto, define que a compra de títulos lastreados em hipotecas seria feita apenas de instituições financeiras com sede nos EUA.
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) também aceitou a proposta de transformar os bancos Goldman Sachs e Morgan Stanley em holdings. A mudança no status das instituições financeiras permitirá que criem bancos comerciais, que poderão tomar depósitos, amparando os recursos de ambas instituições, e terem o mesmo acesso que outros bancos comerciais aos planos de empréstimo da emergência do Fed.
O Goldman Sachs e o Morgan Stanley são os únicos bancos de investimentos independentes que restam nos Estados Unidos após a atual crise financeira, que acabou com a concordata do Lehman Brothers, após um colapso no último dia 15. Na seqüência, apresentaram problemas o Merrill Lynch, que foi vendido ao Bank of America, e a seguradora AIG, que recebeu ajuda de US$ 85 bilhões do Fed.
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Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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