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Dinheiro
23/09/2008 - 13h14

Bancos estrangeiros poderão se beneficiar de plano financeiro, diz Paulson

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da Efe
da Folha Online

O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse nesta terça-feira que os bancos estrangeiros com operações em seu país poderão se beneficiar do plano de resgate financeiro do governo.

"Qualquer operação bancária nos Estados Unidos que fizer negócios com o público americano é importante", disse Paulson, em uma audiência no Comitê dos Bancos do Senado.

O secretário e o presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, compareceram hoje ao Congresso para serem questionados sobre o plano de US$ 700 bilhões para ajudar o setor financeiro a se desfazer de papéis de risco, como títulos atrelados a hipotecas. O objetivo do governo é evitar que, de posse de títulos podres, outras instituições no mercado tenham o destino que teve o banco de investimentos Lehman Brothers, que pediu concordata no último dia 15.

Em sua apresentação hoje ao congresso, Paulson disse que debates prolongados sobre o plano, a fim de fazer acréscimos desnecessários, poderia prejudicar a eficácia da medida. "Precisamos construir sobre esse espírito para colocar em prática essa lei de forma rápida e limpa, e evitar que o processo se torne lento com outras medidas não-relacionadas ou que não têm amplo apoio", disse o secretário, em discurso preparado com antecedência para a apresentação.

No último sábado (20), o governo do presidente George W. Bush propôs um plano que dá autoridade a Paulson para comprar até US$ 700 bilhões em ativos relacionados às hipotecas para dissipar a grave crise financeira. O detalhamento das medidas e a aprovação do pacote pelos congressistas norte-americanos ainda está sendo aguardado.

O senador republicano Richard Shelby disse hoje: "Há tempos me oponho a salvamentos para indivíduos e empresas (...) Não recebemos nenhuma garantia digna de crédito de que esse plano vá funcionar. Podemos bem mandar US$ 700 bilhões, ou US$ 1 trilhão, e não ver a crise resolvida."

A líder democrata na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), Nancy Pelosi, disse ontem: "Não vamos mandar um cheque em branco para Wall Street". "Todos reconhecemos a gravidade da situação", disse por sua vez o presidente do Comitê de Bancos do Senado, Christopher Dodd, que acrescentou que a crise é uma combinação de "cobiça privada e negligência pública".

A atual situação de crise teve início no último dia 15, com a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers. O banco pediu concordata depois de semanas procurando um comprador. O britânico Barclays chegou perto de adquirir o Lehman e o Bank of America foi cogitado como eventual candidato a ficar com a instituição. O KDB (Banco de Desenvolvimento da Coréia do Sul, na sigla em inglês) também chegou a conversar com o Lehman. Todos se afastaram diante das perdas sofridas pelo banco com a crise das hipotecas de risco.

Na seqüência, apresentaram problemas o Merrill Lynch, que foi vendido ao Bank of America, e a seguradora AIG, que recebeu ajuda de US$ 85 bilhões do Fed.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
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Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
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augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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