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Dinheiro
23/09/2008 - 16h15

Ajuda de US$ 700 bi proposta pelo Tesouro não é aceitável, diz senador dos EUA

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da Folha Online

O senador democrata e presidente do Comitê de Bancos do Senado, Christopher Dodd, disse nesta terça-feira que o pacote preparado pelo Departamento do Tesouro, de oferecer US$ 700 bilhões em ajuda ao setor financeiro, não é aceitável.

"O [documento] que eles nos enviaram não é aceitável", disse Dodd, segundo a agência de notícias Associated Press. Outro senador, o republicano Richard Shelby, disse que "é preciso procurar alternativas".

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Os dois já haviam se manifestado hoje, durante o testemunho apresentado pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, e pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, diante do comitê.

Dodd disse que a proposta do Tesouro "é surpreendente e sem precedentes em seu tamanho e falta de detalhes", além de, na forma em que está, permitir ao secretário agir com "absoluta impunidade". O senador disse ainda que essa crise era "completamente previsível e evitável, não foi um ato de Deus" e que fica nervoso ao pensar que "os autores dessa calamidade" saem livres à custa dos contribuintes.

Shelby, por sua vez, disse que "há tempos me oponho a salvamentos para indivíduos e empresas". "Não recebemos nenhuma garantia digna de crédito de que esse plano vá funcionar. Podemos bem mandar US$ 700 bilhões, ou US$ 1 trilhão, e não ver a crise resolvida", afirmou.

Bernanke disse ao comitê que a economia americana corre o risco de entrar em recessão, com o aumento do desemprego e do número de despejos, se o Congresso não aprovar o pacote. Não agir agora, segundo o testemunho de Bernanke ao Congresso hoje --do qual participou Paulson-- tornaria impossível para as empresas investir em produção e em novas contratações, e, para os consumidores, comprar itens de maior valor, como carros e casas.

Paulson, por sua vez, disse que os bancos estrangeiros com operações em seu país poderão se beneficiar do plano de resgate financeiro do governo. "Qualquer operação bancária nos Estados Unidos que fizer negócios com o público americano é importante", disse.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse hoje confiar em uma rápida aprovação no Congresso do plano. Ele afirmou que "há boas idéias que devem ser ouvidas para conseguir um bom projeto de lei que combata a situação".

O objetivo do governo com o pacote é evitar que, de posse de títulos podres, outras instituições no mercado tenham o destino que teve o banco de investimentos Lehman Brothers, que pediu concordata no último dia 15. O detalhamento das medidas e a aprovação do pacote pelos congressistas norte-americanos ainda está sendo aguardado.

O Lehman Brothers pediu concordata depois de semanas procurando um comprador. O britânico Barclays chegou perto de adquirir o Lehman e o Bank of America foi cogitado como eventual candidato a ficar com a instituição. O KDB (Banco de Desenvolvimento da Coréia do Sul, na sigla em inglês) também chegou a conversar com o Lehman. Todos se afastaram diante das perdas sofridas pelo banco com a crise das hipotecas de risco.

Na seqüência, apresentaram problemas o Merrill Lynch, que foi vendido ao Bank of America, e a seguradora AIG, que recebeu ajuda de US$ 85 bilhões do Fed.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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