Dinheiro
23/09/2008 - 18h37

Dúvidas sobre plano econômico derrubam Bolsas nos EUA

Publicidade

da Folha Online
com Reuters

As Bolsas de Valores nos Estados Unidos fecharam em baixa nesta terça-feira, arrastadas pelas dúvidas acerca da eficácia do pacote econômico de US$ 700 bilhões apresentado pelo governo americano e dos temores pela demora na aprovação do plano.

Entenda a crise financeira que atinge os EUA
Lula cobra papel mais ativo dos ricos frente à crise
EUA tomaram "atitudes ousadas" contra crise, diz Bush

O Dow Jones Industrial, principal índice de Wall Street, caiu 1,47%, para 10.853,21 pontos. Já o indicador da Nasdaq caiu 1,18%, para 2.153,34 pontos, e o seletivo S&P 500, que mede o desempenho de 500 grandes empresas, recuou 1,6%, para 1.187,77 pontos.

A ação da General Electric registrou o maior peso sobre o S&P 500, caindo mais de 4%, depois que o banco Goldman Sachs cortou a perspectiva de lucro da empresa. A mesma reavaliação atingiu também as ações do Bank of America, que caíram 2,5%.

Apesar disso, o maior peso veio das incertezas sobre o plano de resgate de papéis podres. "Todo mundo está esperando que este plano seja detalhado, e quanto mais demora, mais as pessoas especulam que talvez o plano não venha. A coisa que o mercado mais odeia é incerteza", afirmou Edward Craig, chefe de operações de ativos financeiros da Jefferies Group.

Pacote

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, e o presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, foram hoje ao Congresso para esclarecer os congressistas sobre o pacote que o governo espera ver aprovado logo, para evitar novos casos como o do banco de investimentos Lehman Brothers --que pediu concordata na semana passada.

Bernanke foi incisivo ao dizer que a economia americana corre o risco de entrar em recessão, com o aumento do desemprego e do número de despejos, se o Congresso não aprovar o pacote. Segundo ele, a não-aprovação tornaria impossível para as empresas investir em produção e em novas contratações, e, para os consumidores, comprar itens de maior valor, como carros e casas.

"Acredito que se os mercados de crédito não estiverem funcionando, empregos serão perdidos, nossa taxa de crédito vai aumentar, mais despejos vão ocorrer, o PIB [Produto Interno Bruto] vai contrair e a economia não vai conseguir se recuperar de um modo normal, saudável", disse.

Paulson, por sua vez, disse que o governo americano intervirá rapidamente nos mercados com a compra de ativos garantidos por hipotecas, assim que o Congresso aprovar o pacote. Ele explicou que, se o Congresso ratificar o plano, o governo iniciará rapidamente as operações com uma compra de títulos vinculados a hipotecas por uma pequena quantidade de dinheiro. "Vai haver certa experimentação", afirmou, destacando que a intervenção em grande escala que o governo pretende realizar "nunca foi feita antes".

O Congresso se mostrou cético diante da proposta. O presidente do Comitê de Bancos do Senado, o democrata Christopher Dodd, disse que a proposta, tal como foi enviada ao Congresso, permitiria ao secretário agir com "absoluta impunidade" e que essa crise era "completamente previsível e evitável, não foi um ato de Deus".

O senador democrata Charles Schumer, por sua vez, disse que o Congresso irá agir com rapidez, mas não sem uma séria análise. "Mesmo em Wall Street, US$ 700 bilhões é muito dinheiro."

Com a incerteza, o movimento nas Bolsas fica menor, com a espera por uma definição sobre os detalhes do pacote. "Há ceticismo sobre se US$ 700 bilhões é o número certo", disse o gerente e diretor de negócios da Baird & Co., Jim Herrick.

"Vamos ver volatilidade por um tempo, mesmo depois de aprovado o pacote, porque acho que ainda estamos diante de uma desaceleração na economia mundial que vai ter um impacto sobre os lucros", disse o executivo-chefe da Ashfield Capital Partners em San Francisco, J. Stephen Lauck.

Comentários dos leitores
joão nascimento (229) 30/11/2009 20h50
joão nascimento (229) 30/11/2009 20h50
lula ja que voce e o rei da cocada preta pois o brasil nos eixo lucrativo da economia com sua equipe de petista,mande uma equipe a altura para a venezuela por sua contas em ordem com um pouco do dinheiro do pre sal junto com o pac o bolsa familia e mais delubio,joão paulo cunha ,tarso genro,ze dirceu e waldomiro diniz,duda mendonça pra arrumar a imagem do hugo perante a população e a america latina,marcos valerio para assumir os bancos tomados na mão grande e a cara dele o palocci como o el ministro,genoino se o sr. quiser ir vai tambem depois das eleições de 2010 sem opinião
avalie fechar
Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 20h01
Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 20h01
Na década de 90 existiam em torno de 13 trilhões de dólares, recursos especulativos que viajavam para lá e para cá, surrupiando as economias emergentes e subdesenvovidas, ninguém fez nada. Como pombas de arribação que baixam sobre uma plantação deixando o rastro de destruição. Ninguém conteve essa fúria, agora explodiu nos EUAs e em Dubai, continua sem receeber as devidas punições seus donos. Quando será então que os povos passarão o fino da espada para ceifar de vez esse agentes criminosos, livres e protegidos. A organização do Estado jamais fará isso. Somente o povo é capaz de passar a limpo tudo isso, para isso precisa se achar capaz e não temer os custos cruentos da decisão. sem opinião
avalie fechar
O Pacificador (226) 30/11/2009 17h29
O Pacificador (226) 30/11/2009 17h29
A única coisa que não está em recessão na Venezuela, é a imensa boca do Chávez...
Que fala, fala, fala e não diz nada.
A intensa perseguição á iniciativa privada, com a estatização de empresas via decreto, estão acabando com a precária economia do país.
O fechamento de dois bancos agora, é só a cerejinha que faltava...
É isso aí Chávez, se tinha alguém querendo embarcar na canoa furada do bolivarianismo falido, com esta quebradeira toda, até a cumpanherada saí correndo...
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4382)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca