Desemprego em SP registra leve queda em agosto, aponta Dieese
FERNANDO ANTUNES
colaboração para a Folha Online
O desemprego na região metropolitana de São Paulo registrou leve queda e ficou em 14% em agosto, ante 14,1% em julho, segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada nesta quarta-feira. Trata-se da melhor taxa para agosto desde 1996.
Já a taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do país --Belo Horizonte, Distrito. Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo-- ficou em 14,5% em agosto, contra 14,6% em julho, segundo os mesmos dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego). É a menor para o mês desde 1998.
No mês passado, o contingente de desempregados nas seis regiões foi estimado em 2,911 milhões de pessoas, 22 mil a menos que em julho. As ocupações geradas (94 mil) foram em quantidade suficiente para absorver a entrada de pessoas no mercado de trabalho (72 mil).
Já o número de ocupados nas seis regiões foi calculado em 17,217 milhões de pessoas, e a PEA (População Economicamente Ativa) em cerca de 20,128 milhões.
Na regiões metropolitanas, a taxa caiu no Porto Alegre (11,9% para 11,3%), em Recife (de 21,6% para 21,3%), Salvador (20,4% para 19,9%), além de São Paulo. Por outro lado, o desemprego subiu nos Distrito Federal (15,8% para 15,9%) e Belo Horizonte (9,6% para 9,7%).
São Paulo
No mês passado, o contingente de desempregados foi estimado em 1,476 milhão de pessoas em São Paulo -- 11 mil a menos do que em julho.
O nível de ocupação (9,066 milhões) em São Paulo em agosto cresceu 0,1% em relação ao mês anterior (9,06 milhões).
Por setor, houve crescimento de 1% em serviços. A indústria, comércio e outros setores registraram queda de 0,5%, 0,5% e 2,5% respectivamente.
Renda
Em São Paulo, a renda dos ocupados e assalariados em julho caiu para R$ 1.193 e R$ 1.246, respectivamente. Em relação ao ano passado, os rendimentos médios reais de ocupados cresceram 2,1%, e dos assalariados subiram 1%.
Já no conjunto das seis regiões, entre junho e julho deste ano, o rendimento médio real dos ocupados e dos assalariados teve queda de 0,5% e 1,4%, respectivamente. Em valores monetários, os rendimentos passaram a R$ 1.156 e R$ 1.229.
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