FBI investiga gigantes financeiras sobre possíveis fraudes que levaram à crise
da Folha Online
O FBI (Federal Bureau of Investigation, a polícia federal dos EUA) abriu uma investigação sobre denúncias de fraude contra quatro das principais empresas financeiras americanas, que estão na raiz da atual crise: o banco de investimentos Lehman Brothers --que pediu concordata no último dia 15--, as empresas de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac --às quais o Departamento do Tesouro propôs ajudar com US$ 200 bilhões--, e a seguradora AIG --que recebeu do Federal Reserve (Fed, o BC americano) um empréstimo de 85 bilhões.
Fontes citadas pelo diário americano "The New York Times" ("NYT") disseram que "era lógico supor" que essas empresas seriam investigadas devido às muitas questões a respeito da responsabilidade pela atual crise --que levou o governo, após as medidas já adotadas, a propor um pacote de US$ 700 bilhões para enxugar do mercado papéis de risco, como os lastreados por hipotecas.
O diretor do FBI, Robert Mueller, disse ao Comitê Judiciário do Senado na semana passada que as investigações sobre fraudes financeiras se concentram sobre empresas "que podem ter se envolvido em relatórios enganosos que surgiram durante a crise financeira". Diversos senadores disseram à época, segundo o "NYT", que querem ver o FBI agir de modo mais agressivo para investigar possíveis ações criminosas que tenham levado à atual crise.
Mueller acrescentou que "O FBI vai seguir esses casos tão alto na hierarquia corporativa quanto for necessário, para que seja garantido que os responsáveis recebam o tratamento da Justiça que merecem".
Representantes do FBI disseram ontem que o número de empresas financeiras sendo investigação por suspeita de fraude pela agência do governo está em 26. Além de grandes casos de fraude corporativa, o FBI informou que há 1.400 investigações em curso no país todo sobre fraudes de hipotecas cometidas por indivíduos e pequenas corretoras.
O Lehman e a AIG não quiseram comentar; a FHFA (Federal Housing Finance Agency), a agência financeira federal para o setor imobiliário residencial e que administra atualmente a Fannie e a Freddie, também não quis comentar.
O Departamento de Justiça e o FBI vêm recebendo pressões para aprofundar investigações sobre o setor financeiro. O secretário de Justiça dos EUA, Michael Mukasey, rejeitou, no entanto, os pedidos para a criação de uma força-tarefa aos moldes da que foi criada em 2002, para investigar escândalos corporativos como os da Enron e da WorldCom.
Mukasey disse em junho, segundo o "NYT", que a crise das hipotecas é "um tipo diferente de fenômeno", mais localizado, mais similar a "crimes do colarinho branco. O porta-voz do departamento, Brian Roehrkasse, não revelou quais as empresas financeiras estão sendo investigadas. "O número de casos varia com o tempo. No entanto, não discutimos quais companhias podem ou não ser objetos de investigação", disse.
Alguns congressistas chegaram a dizer, segundo o "The Wall Street Journal" ("WSJ"), que o FBI alertou sobre a crise mas não fez o suficiente para impedi-la; o FBI, por sua vez, disse já ter aberto 3.500 casos e feito 700 prisões desde 2005 relacionadas a fraudes de hipotecas, mas que a atual crise no setor imobiliário --de onde se originou a atual situação-- está baseada mais em práticas de risco do mercado que em fraudes.
Investigadores citados pelo "WSJ" disseram que não está claro se haverá crimes na raiz da atual crise; segundo eles, o resultado mais provável será a descoberta de novos casos de fraudes em um nível mais corriqueiro, parecido com os que o FBI já investiga sobre pequenas corretoras e mutuários envolvidos com fornecimento de informações falsas em propostas de hipotecas.
Crise
A crise começou há mais de um ano com o aumento da inadimplência no segmento de hipotecas "subprime" (de maior risco) do mercado imobiliário americano. A crise levou a um problema maior no mercado mundial de crédito, que acarretou prejuízos bilionários a gigantes financeiros como Citigroup e UBS.
A crise ganhou nova escala quando, em março deste ano, o banco de investimentos Bear Stearns teve de ser adquirido pelo JP Morgan Chase, sob o risco de quebrar. O episódio teve ainda a participação do Federal Reserve (Fed, o BC americano), que teve de financiar a compra.
No início deste mês, as gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac causaram abalo no mundo financeiro, pois estavam com problemas de caixa. O Departamento do Tesouro acenou com a ajuda de US$ 200 bilhões, acalmando um pouco os ânimos dos investidores.
A situação se agravou ainda mais desde a semana passada, quando outro banco de investimentos, o Lehman Brothers, teve de pedir concordata. O Merrill Lynch, outro gigante de Wall Street, teve de ser comprado pelo Bank of America, para evitar o mesmo destino. A seguradora AIG trouxe novas preocupações, sem conseguir captar recursos entre os bancos privados para honrar seus compromissos; o Fed, mais uma vez, entrou em cena, com um empréstimo de US$ 85 bilhões.
O governo, em mais uma iniciativa para evitar a crise, propôs no sábado (20) um pacote de US$ 700 bilhões, na tentativa de evitar mais quebras entre as empresas financeiras. O secretário do Tesouro, Henry Paulson, e o presidente do Fed, Ben Bernanke, tentaram ontem defender o pacote diante do Comitê de Bancos do Senado. Bernanke disse que, sem o pacote, as demissões e a paralisia no mercado de crédito em que a crise pode se desdobrar jogariam o país em uma recessão.
A recepção do Congresso, no entanto, não foi animadora. O senador democrata Charles Schumer disse que Congresso irá agir com rapidez, mas não sem uma séria análise. "Mesmo em Wall Street, US$ 700 bilhões é muito dinheiro", afirmou. O senador republicano Richard Shelby, por sua vez, disse: "Há tempos me oponho a salvamentos para indivíduos e empresas (...) Não recebemos nenhuma garantia digna de crédito de que esse plano vá funcionar. Podemos bem mandar US$ 700 bilhões, ou US$ 1 trilhão, e não ver a crise resolvida."
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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