Bancos na Europa devem se "preparar para o pior", diz FMI
da France Presse
Os bancos europeus devem "se preparar para o pior" cenário dentro da situação de crise financeira, ainda que estejam em melhor condição que as instituições bancárias nos EUA, disse o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira no diário alemão "Frankfurter Allgemeine Zeitung".
"Os bancos europeus sofreram perdas (...) mas, no geral estão em melhor condição que os americanos. Ao mesmo tempo, é preciso alertar os [bancos] europeus para se prepararem para o pior cenário", disse Strauss-Kahn. "Não devemos nos esquecer que esta é, em primeiro lugar, uma crise americana (...) Portanto, o trabalho de lidar com ela deve ser empreendido primeira e principalmente pelos EUA."
Entenda a crise financeira que atinge os EUA
Ele elogiou ainda a iniciativa do governo americano de oferecer um pacote de US$ 700 bilhões para comprar títulos de risco, como papéis lastreados por hipotecas, em posse de instituições financeiras, como forma de diminuir o risco de que ocorram mais casos como o do banco de investimentos Lehman Brothers --que pediu concordata no último dia 15.
"Recebemos com satisfação o plano. primeiramente, o governo americano vinha tratando o problema com soluções caso a caso (...) Mas então ficou claro que isso não era suficiente", disse Strauss-Kahn.
O diretor do Fundo ainda destacou que a crise, "em certa medida, é um resultado dos excessos recentes" no mercado financeiro e que o sistema regulatório do mercado financeiro americano "não é forte o suficiente".
"A regulamentação nos EUA não manteve o ritmo das mudanças ágeis nos mercados financeiros. A supervisão governamental é muito fragmentada. Parece que a necessidade de reforma, para uma nova arquitetura financeira, não foi vista a tempo", afirmou.
Combate à inflação
Strauss-Kahn pediu hoje aos governos que tomem conta especialmente das populações pobres ao estabelecerem medidas para conter a inflação.
Segundo ele, o FMI prevê uma inflação mundial de 13% no fim de 2008. "É uma média. Agora todos nós sabemos que a inflação exerce um impacto maior sobre os pobres porque, logicamente, são os menos protegidos", disse na abertura de um seminário em Washington.
"Para todos os governos, sempre é mais fácil anunciar medidas gerais, que podem ser compreendidas por todos e postas em prática rapidamente. Mas sabemos que este procedimento será menos eficaz que uma medida que requer mais tempo, que seja mais forte do ponto de vista político, mas que aponte para um objetivo mais específico", destacou.
"Os subsídios [contra a inflação] não apontam para um alvo suficientemente específico com cada vez mais freqüência. Eles deveriam ser voltados para os pobres", acrescentou.


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O governo brasileiro joga na sorte.
Se a economia vai mal, a culpa é dos estrangeiros, e se vai bem(acompanha o crescimento mundial), é porque somos potência.
Dançamos conforme a música.
[]s
Eduardo.
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O coronel político é extremamente poderoso, manda e desmanda, exerce forte dominação política, econômica e social em todos os setores da comunidade, e qualquer manifestação de oposição, essa atitude é entendida como afronta ao coronel local e a resposta geralmente vem com extremada truculência acompanhada de uma perseguição implacável, tenta até mesmo armar ciladas para desmoralizar publicamente seus oponentes, sua mão tem longo alcance com grande poder de intervenção atinge todos os degraus da pirâmide social, o topo, o meio e a base com a mesma força repressiva. Essas oligarquias comandadas pelos coronéis são truculentas e antidemocráticas, são contra a modernidade nas relações políticas não acompanharam o quadro evolutivo do mundo globalizado, pois a manutenção do atual quadro é fundamental para manterem-se no poder. O que é mais grave, é que essas oligarquias e seus coronéis são os responsáveis diretos pelo baixo nível intelectual e do alto índice de analfabetismo da população, também são responsáveis pela baixa qualidade de vida e péssimas condições sanitárias em que vivem, soma se a isso a ausência de renovação das lideranças políticas.
Os coronéis da política tradicional que são dirigentes das oligarquias locais elevam ao poder somente membros das mesmas famílias ou pessoas que, por algum motivo, dependem desses oligarcas e não podem contrariar seus interesses. Quando penetramos pelo interior do Brasil, podemos constatar a existência das tais famílias tradicionais que geralmente pertencem há uma oligarquia local, é neste cenário que encontramos a figura do velho coronel político que é o oposto da democracia. Nessas regiões, embora o sistema democrático garanta a pluralidade no contexto local, esses preceitos não acontecem teoricamente essas oligarquias respeitam as formalidades democráticas, entretanto nos bastidores a coisa é bem diferente, um lençol oculta uma realidade cruel, eleições são realizadas com voto secreto e tudo, aparentando uma aparente normalidade, mas tudo acontece sob a supervisão, vigilância e controle dos coronéis oligarcas; de tal forma que as manifestações oposicionistas atingem apenas aspectos exteriores e não afetam o poder de comando das oligarquias.
É importante assinalar que, o sistema político atual favorece o predomínio dessas oligarquias. A legislação eleitoral é um recepiciente favorável para que essas diferenças prevaleçam, e quando alguém ligado politicamente ou afetivamente ao coronel político comete alguma ilegalidade é difícil investigá-lo e muito mais ainda efetuar a sua punição nos termos da lei, pois eles pressionam as pessoas, intimidam testemunhas, desqualificam depoentes e o pior de tudo é que persegue implacavelmente seus opositores com a mesma truculência da época da ditadura militar, o que faz muitos da oposição encolher e ficar intimidados pela reação violenta, e o mais grave é que a sociedade sabe de tudo e fica omissa, aceita tudo passivamente.
Neste processo são feitas concessões aparentes naturais do jogo político, aproveita-se a pobreza e a ignorância do povo que é indispensável para preservar o comando político, e os coronéis querem perpetuar no poder, por isso a transferência do mesmo é feita aos seus descendentes diretos, como na monarquia absolutista imperial. Apesar dos métodos sofisticados de domínio, existe o fato inegável de que em grande número dos Estados, podemos assim dizer, que os dirigentes locais dos partidos são os coronéis, e o que resta ao povo é a pratica das formalidades da lei e aceitar o jogo pesado do poder. Além do que, a presença das oligarquias comandada por um coronel político com poderes quase absolutos e que, freqüentemente abusam desses poderes para favorecer a si próprio, seus familiares e seus comparsas parasitas do poder. A única interferência do povo no governo é quando votam, mas quase sempre a opção de escolha é entre membros dos oligarcas locais em disputa pelo comando do governo, raramente surge alternativa que emana do meio das forças populares, e quando surge a estrutura é insuficiente para romper a hegemonia das oligarquias.
Mas temos que entender como funciona a cabeça do coronel político do interior do Brasil, ele é uma figura presente na política tradicional e cientificamente é considerado um psicopata social extremamente rancoroso e vingativo, do tipo ex-Deputado Federal do Acre Hildebrando Pascoal, que mandava serrar vivo ao meio seus desafetos políticos e pessoais com moto-serra, o coronel político não admite ser contestado ou contrariado, acha que é dono da vida e do destino das pessoas da comunidade, quem se opõem a ele é considerado seu inimigo de morte e não apenas seu adversário político. E o pior é que seus comandados são arrogantes, prepotentes e autoritários, adotam o mesmo estilo, circulam pela cidade de carrões e óculos escuros, se sentem acima do poder e das leis, contam sempre com a certeza da impunidade e da força da influencia política para cometer seus desatinos... Nascem os novos coroneizinhos.
Antigamente os métodos de perseguição eram outros, hoje são mais sofisticados, quase ninguém percebe. Se o opositor é dono de jornal ou algum programa de radio, os anunciantes são pressionados a retirar anúncios e os colaboradores são assediados com proposta financeira, se o opositor é comerciante ou profissional liberal seus caminhos são dificultados ao extremo. Aos inimigos os rigores da lei, e aos amigos a brecha e as benesses da lei, é assim que pensa o coronel político, sua cabeça não comporta o debate democrático, não conhece a ética, joga sempre rasteiro e tem sempre ao seu lado indivíduos prontos pra agir, fazer qualquer coisa pra agradar o patrão e quando surge alguma "atividade" não hesitam um instante em executá-la, ou seja, se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, não resta alternativa é ficar e enfrentar a fera.
É essa a leitura que temos. E estou plenamente convencido de que o absolutismo das oligarquias regionais pelo interior brasileiro emperra e muito o progresso de nossa nação, principalmente a alta estima e a elevação intelectual de nosso povo. E esta relação ainda predominante é o que existe de mais reacionário e atrasado nas relações políticas e sociais do mundo moderno. O ponto negativo e grave nisso tudo é que constatamos que um governo nas mãos de um só, sem alternância no poder é o começo da tirania.
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