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Dinheiro
24/09/2008 - 15h43

Senador democrata propõe salvar bancos dos EUA "por etapas"

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da France Presse, em Washington

O senador democrata Chuck Schumer sugeriu nesta quarta-feira que o Congresso dos Estados Unidos aceite o plano de resgate dos bancos apresentado pelo Tesouro, desde que seja aplicado "por etapas", ao invés de liberar US$ 700 bilhões de uma vez.

"Proponho que apliquemos este plano por etapas. Se eles (os bancos) precisam de US$ 50 bilhões por mês, aprovemos um plano de três meses, e vejamos como funciona", declarou Schumer, presidente da comissão econômica conjunta do Senado e da Câmara dos Representantes.

Da maneira como foi apresentado, o plano do secretário do Tesouro Henry Paulson "nada mais é que um pedido de cheque em branco", considerou Schumer, entrevistado pela rede de televisão "CNN".

Paulson apresentou terça-feira ao Senado o plano de resgate dos bancos, pedindo aos parlamentares que dessem carta branca ao Tesouro para recomprar com fundos públicos os ativos invendáveis dos bancos, até US$ 700 bilhões. No entanto, seus argumentos não convenceram muito os parlamentares.

Schumer lembrou as três condições impostas pelos democratas para aceitar o plano: que os contribuintes não paguem a conta sozinhos, que medidas sejam tomadas em favor dos acedentes à propriedade e que um organismo de controle seja instalado para vigiar a atividade do Tesouro.

Ele propôs a criação de uma agência federal para adesão de "todas as empresas de serviços financeiros, que pagariam uma comissão mensal, contribuindo assim para o financiamento deste plano".

"Isso não resolveria tudo, mas os contribuintes se sentiriam melhor se não tivessem que pagar a conta sozinhos", afirmou.

Ontem, no Congresso, o presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, argumentou que a economia americana corre o risco de entrar em recessão, com o aumento do desemprego e do número de despejos, se o Congresso não aprovar o pacote de US$ 700 bilhões.

Não agir agora, segundo o testemunho de Bernanke ao Congresso hoje --do qual participou o secretário do Tesouro, Henry Paulson-- tornaria impossível para as empresas investir em produção e em novas contratações, e, para os consumidores, comprar itens de maior valor, como carros e casas.

 

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