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Dinheiro
25/09/2008 - 04h39

EUA perderão status de potência do sistema financeiro, declara Alemanha

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da Efe, em Berlim
da Folha Online

O ministro de Finanças alemão, Peer Steinbrück, afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos "perderão seu status de grande potência do sistema financeiro mundial", como conseqüência da grave crise que atinge os mercados internacionais.

"O mundo não voltará a ser como era antes da crise", disse Steinbrück no começo de um pronunciamento do Governo ao Parlamento federal alemão, para informar sobre a crise financeira, suas conseqüências e as soluções para enfrentá-la.

No começo de seu discurso, o responsável do Tesouro alemão ressaltou que "até agora a gestão internacional da crise funcionou" e não ocorreu "o temido colapso do sistema financeiro". Em seguida, o político afirmou que os cidadãos não devem temer por suas economias.

Ele reconheceu que "a economia real inevitavelmente sofrerá" com a atual crise, e afirmou que o crescimento cairá e que o desemprego aumentará.

Além disso, Steinbrück afirmou que ainda não é possível conhecer o alcance que a crise terá para os orçamentos, apesar de não ter sido registrada ainda uma diminuição das receitas fiscais.

Após exigir "novas regras de trânsito" para os mercados financeiros internacionais, o ministro ressaltou que a crise "é, especialmente, um problema americano", e criticou Washington por atuar de maneira negligente.

Steinbrück reiterou sua rejeição a iniciar em seu país um plano de resgate para os bancos em crise similar ao pacote de US$ 700 bilhões que é preparado por Washington.

"Pior"

Ontem, o jornal alemão "Frankfurter Allgemeine Zeitung" publicou uma entrevista com o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, sobre a crise. Ele afirmou que os bancos europeus devem "se preparar para o pior" cenário dentro da situação de crise financeira, ainda que estejam em melhor condição que as instituições bancárias nos EUA.

"Os bancos europeus sofreram perdas (...) mas, no geral estão em melhor condição que os americanos. Ao mesmo tempo, é preciso alertar os [bancos] europeus para se prepararem para o pior cenário", disse. "Não devemos nos esquecer que esta é, em primeiro lugar, uma crise americana (...) Portanto, o trabalho de lidar com ela deve ser empreendido primeira e principalmente pelos EUA."

O diretor do Fundo ainda destacou que a crise, "em certa medida, é um resultado dos excessos recentes" no mercado financeiro e que o sistema regulatório do mercado financeiro americano "não é forte o suficiente".

"A regulamentação nos EUA não manteve o ritmo das mudanças ágeis nos mercados financeiros. A supervisão governamental é muito fragmentada. Parece que a necessidade de reforma, para uma nova arquitetura financeira, não foi vista a tempo", afirmou.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
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Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
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augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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