Publicidade

Dinheiro
25/09/2008 - 05h40

Bolsas asiáticas mantêm indefinição à espera de aprovação de plano nos EUA

Publicidade

da Folha Online

As Bolsas da Ásia fecharam sem tendência definida nesta quinta-feira à espera do plano de US$ 700 bilhões para solucionar a crise no mercado financeiro dos Estados Unidos. O plano será discutido nesta quinta-feira pelo presidente e por congressistas na Casa Branca, em Washington.

Entenda a crise financeira que atinge os EUA

Em discurso na TV ontem, o presidente George W. Bush assumiu que os EUA estão "imersos em uma grave crise financeira" e pediu a aprovação urgente do plano, visto como solução para a ameaça de recessão. Bush disse que, se a ajuda não for aprovada, poupanças serão perdidas, os despejos aumentarão, empregos serão perdidos e empresas vão fechar.

"Eu tenho profunda crença nas trocas comerciais livres, por isso me oponho à qualquer intervenção do governo", disse. Mas essas "não são circunstâncias normais. Os mercados não estão funcionando corretamente. Há uma disseminação da perda da confiança", disse Bush.

Em um movimento de espera pelo resultado da aprovação ou não do plano, a Bolsa de Tóquio fechou com leve recuo de 0,9%, com investidores receosos em investir no mercado. "O grande problema é que o mercado sabe que existe um plano, mas espera para descobrir, de fato, sua efetividade", afirmou Norihiro Fujito, do Mitsubishi UFJ Securities.

Nos outros mercados asiáticos, somente as Bolsas de Xangai, Seul e Manila (Filipinas) tiveram altas. Na China, a aceleração chegou aos 3,64%, enquanto na Coréia do Sul, os ganhos foram de apenas 0,38%. As quedas ficaram entre 0,07% e 1,4%.

Bolsas

Nos mercados mundiais, a quarta-feira foi de trégua das oscilações, tanto nos fortes avanços quanto nos pesados recuos que predominaram nas últimas semanas. Os investidores oscilaram entre o sinal positivo dado pelo megainvestidor Warren Buffet, de investir US$ 5 bilhões no banco de investimentos Goldman Sachs, e a falta de qualquer sinal sobre a aprovação do pacote de salvamento dos bancos, apresentado no último fim de semana pelo governo dos Estados Unidos.

A pior informação foi a estimativa do diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, de que o custo da crise financeira global pode chegar a US$ 1,3 trilhão, contra uma estimativa anterior de US$ 1 trilhão a US$ 1,1 trilhão.

Em Wall Street, as Bolsas americanas fecharam com resultados distintos. A Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) fechou em queda de 0,27%, aos 10.825,17 pontos no índice Dow Jones Industrial Average, enquanto o S&P 500 perdeu 2,35%, para 1.185,87 pontos. Em sentido contrário, a Bolsa Nasdaq avançou 0,11%, aos 2.155,68 pontos.

No Brasil, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) encerrou a sessão em alta modesta, puxada, principalmente, pelas ações da Petrobras. O termômetro da Bolsa, o índice Ibovespa, ficou 0,50% mais alto e alcançou os 49.842 pontos.

Já as Bolsas européias não conseguiram escapar da preocupação generalizada com o pacote anticrise americano.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
avalie fechar
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
avalie fechar
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
3 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4446)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca